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Coisas que...

Coisas que...

01
Jan19

[Pondero] Revendo 2018 e olhando para 2019

Carla B.

Eis que chega um novo ano e como que se impõe um olhar para o que passou.

 

2018 foi estranho.

 

As coisas já há muito tempo que não iam bem - assistir a coisas más acontecerem a pessoas de quem se gosta, perder pessoas de um momento para o outro, investir no que se gosta e verificar que afinal dali deixou-se de tirar qualquer gozo ou satisfação... - o que me levou a questionar (e muito) tudo o que faço e porquê, e se no final tudo isto vale a pena.

 

Houve momentos em que chorei, por tudo e por nada, por stress, por nervos. Houve momentos em que rebentei e explodi, desta vez com as pessoas certas (geralmente rebentava com quem não tinha culpa nenhuma), mas sem qualquer tipo de resultado a não ser eu perceber que não vale a pena. Quem não entende e não quer entender, nunca vai compreender o que desesperadamente tentei comunicar e, por isso, não podendo mudar os outros só me restou mudar a mim. Mudar o modo de encarar as coisas, mudar o que estava (e está) ao meu alcance.

 

2018 foi dos anos em que desci o mais baixo na minha auto-estima, em que duvidei de todas as minhas capacidades, em que pensei que nada disto valia a pena e que só ando aqui a ocupar espaço. No entanto, foi também o ano em que percebi que não tenho de ceder - aos meus pensamentos negativos nem a pressões ou expectativas de outros - e que não me devo sentir mal se faço e dou constantemente o meu melhor.

 

Foi o ano em que persisti. Foi o ano em que percebi que cada pequena acção, que cada pequeno esforço, ao fim de algum tempo concorre para algo maior. "Just do the thing" foi como que o meu lema. Tarefa insignificante? É fazer. Só consegui ler uma página para a tese? Então amanhã tentarei ler mais uma. Li mais? Óptimo! Melhor ainda. O que importa é não desistir, se o que se está a fazer trará algo de bom, algo com significado para nós.

 

Foi o ano em que desisti. Desisti de tentar justificar-me, de tentar ser compreendida. Desisti de bater a uma porta que teima em não abrir. Desisti de lutar contra a corrente. Quando me deixei ir, vi que podia haver coisas melhores.

 

Em 2017 disse que em 2018 queria concentrar-me no bom. Em alguns dias (meses mesmo!) foi difícil, mas nos últimos meses, olhando para o último ano - para onde estava e analisando onde estou - fiz como que uma lista de feitos e posso dizer que mudou completamente a minha perspectiva, sobre mim e sobre a minha vida. Houve muitos maus momentos, mas sou melhor por isso. Valorizo as coisas boas, as vitórias (sejam grandes ou pequenas) por causa disso. Tenho uma melhor noção do que consigo fazer quando me meto em algo de alma e coração, ainda que pene. Tenho uma melhor noção do meu valor, ainda que falhe.

 

E tenho uma melhor noção de que, se eu sair de um lugar, a vida continuará. Ninguém é insubstituível e não consigo pôr por palavras o quanto isso é libertador.

 

Sim, 2018 foi estranho. Mas tão enriquecedor. Se tivesse que escolher uma palavra para 2018 seria enriquecedor.

 

E para 2019, tendo que escolher uma palavra para me guiar, escolho calma. Depois do corrupio, dos altos e baixos, das emoções por vezes extremadas, preciso de calma. Preciso de pensar com calma, fazer as coisas com calma, sem precipitações. O ano começará com a defesa da tese mas, para além disso, não sei o que aí vem e como tal, para enfrentar 2019, preciso de ter a cabeça limpa e muita calma. Portanto agora é tempo de respirar fundo, e que venha o que tiver de vir.

02
Dez18

[Pondero] Ano novo, vida nova?

Carla B.

Tem sido interessante ler desde setembro, aqui pelo Sapo e mesmo por essa internet fora, o que cada um considera ser o início do seu "novo ano", seja uma data particular ou qualquer outro dia.

 

Para mim, desde que comecei a trabalhar, que o início de um novo ano, o início de uma nova fase em que pretendo ser melhor, me lanço em desafios e faço alguns balanços, sobretudo a nível pessoal, tem sido o meu mês de aniversário. Apagar mais uma vela parece convidar à reflexão mas, nos últimos 10 anos, também tem sido o mês em que tenho necessitado de tomar algumas decisões com impacto na minha vida.

 

Este ano, contudo, novembro foi para mim mais um fechar de um ciclo sem, no entanto, ter significado o início de outro. Tenho estado como que num limbo em que não sei bem o que o futuro me reserva ou com o que posso contar, uma vez que aguardo algumas respostas que, confirmando-se serem positivas, podem fazer com que o novo ano seja realmente de vida nova.

 

Ainda que o fim do ano seja sempre uma data de assinalar, o que se avizinha parece revestir-se de uma maior importância. Talvez seja a primeira vez em que olho para um novo ano e não faço ideia do que ali vem.

30
Dez17

[Pondero] Revendo 2017

Carla B.

 

Até os melhores planos vão por água abaixo. Eu tentei, a sério que tentei responder e agendar tudo de uma vez, mas coisas foram acontecendo e o resultado foi nada. Mas não vale a pena estar a lamentar-me por isso, é algo que não interessa e a que posso sempre tentar voltar.

 

Agora a minha ideia era fazer um balanço deste ano. Sinto que é algo terapêutico, olhar para trás e fazer uma (ainda que breve) avaliação. O objectivo para este ano era continuar e sim, continuei mas a coisa nem sempre foi fácil. Já o desejo, não sei se consegui estar sempre e muito menos cuidar de mim.

 

Para começar, eu sei que tenho o problema de fixar-me no que de mal acontece e eu sei que isso não é bom, pelo que foi difícil ultrapassar perdas, as (muitas) dúvidas, e sobretudo o sentimento de impotência perante todas as injustiças que vejo. Voltou, como há muito não sentia, a vontade de desistir porque estou cansada de tudo o que me rodeia. Mas fiquemo-nos por aqui e passemos agora as coisas boas!

 

  • Conheci a Lídia Jorge;
  • Consegui que a Inbox estivesse a zero, e assim a tenho conseguido manter;
  • Mudei radicalmente o corte de cabelo, andei com ele bem mais curto do que o costume e pintei-o de cor-de-rosa, ainda que mais para meio do ano tenha vindo a apostar num tom mais violeta que não choca tanto com o castanho natural;
  • Participei, com relativo sucesso, em desafiosmaratonas literárias, e mesmo num desafio promovido por meninas aqui do charco;
  • Fui a um museu sozinha e visitei as reservas de outros, para além de ter andado a passear com a família;
  • Já tenho, pelo menos, uma pós-graduação;
  • Descobri novas coisas para ouvir, ouvi fado ao vivo, bem como a orquestra do São Carlos, ainda por cima a tocar músicas da Disney e do Andrew Lloyd Webber;
  • Li bem mais do que estava à espera, sendo que comecei com o objectivo de ler 12 livros, e foram na sua maioria boas leituras.

 

Enfim, até houve bons momentos. Para 2018 é isso que quero, fixar-me no bom.

12
Out17

[Pondero] Em modo automático

Carla B.

O desafio do alfabeto literário para além de ter sido giro de participar, serviu também para testar colocar este blog em modo automático. E devo dizer que teve sucesso! Apesar de algumas perguntas incidirem mais sobre o momento da publicação (como este post, por exemplo), a maior parte diziam respeito a coisas que penso sobre livros e leituras, e ainda que a opinião possa mudar, não é em algumas semanas em que tal tende a acontecer.

 

E assim experimentei agendar posts para cerca de duas semanas, a saírem 3 vezes por semana, e eventualmente um post mais recente, algo que me passava pela cabeça e que tinha que deitar para fora, geralmente publicado ao fim de semana. Pela primeira vez fiz um calendário editorial para o blog, mais não fosse para agendar correctamente as respostas ao desafio, e isto levou-me a considerar...

 

O meu tempo de momento é escasso. Trabalho a tempo inteiro, sendo que neste exato momento as minhas funções alteraram-se devido a factores que não interessam para aqui, estou a tentar fazer a parte não curricular do mestrado também a tempo inteiro e inscrevi-me num curso de línguas em horário pós-laboral. Tudo isto significou uma alteração do meu horário de trabalho (adeus fins de semana! ), significa (muitas) leituras, bem como escrever e stressar. Posso ainda ter a possibilidade de fazer uma pequena residência profissional num local de sonho para mim! No entanto, terei também de abdicar de algumas coisas para me concentrar em tudo isto, sobretudo querendo concluir o meu maior objetivo no mais curto prazo. Assim, e para não abdicar de tudo, como deste blog, resolvi colocá-lo em modo automático acabando por responder aos restantes desafios a que me tenho proposto e não tenho levado até ao fim. Ou seja, acabar de responder aos desafios das 52 semanas e Uma paixão chamada livros.

 

Assim, e para fazer render o peixe, a partir do próximo sábado e durante as próximas 24 semanas sairá um post dedicado ao primeiro desafio. Acabando aquele, deverei passar para o segundo, ainda com a periodicidade a ser pensada. Tentarei cá dar outros saltos, se me for possível fazê-lo, mas assim já não parecerá que este blog foi abandonado.

28
Jun17

[Pondero] TAG dos 50% - 2017

Carla B.

Não sou de fazer este tipo de coisas mas pensei "e porque não"? Não é que tenha resposta para muitas destas questões mas sempre dá para falar um pouco do que tenho vindo a ler.

Vi no canal da Joana - Ler Com Lobos, onde podem encontrar quem criou e traduziu. Ela adaptou também algumas perguntas, mas vamos ao que interessa...

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017.

Não é propriamente um livro mas não há volta a dar, todos os que li do George R.R. Martin este ano, ou seja de A Tormenta de Espadas a Os Reinos do Caos.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2017.

Vide resposta anterior.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

Epá, eu ando muito por fora do que tem vindo a ser publicado mas do que tenho visto, talvez o do Rodrigo Guedes de Carvalho. Tenho o primeiro livro dele por ler, cá em casa, mas foi uma compra da minha mãe porque não me chamou tanto a atenção como a ela. Já este último, confesso que fiquei bastante mais curiosa e estive quase para o trazer durante a Feira do Livro.

Se falarmos de livros que saíram em Portugal este ano mas que já tinham saído lá por fora, ora de momento só me lembro de Uma Magia Mais Escura e o Nimona.

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.

Lá está, também não faço ideia.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.

O que estou a ler neste momento, Persephone por Julian Stockwin. É certo que ainda só vou a meio, mas eu à espera de um Sharpe do Bernard Cornwell e sai-me um muito mau amanhado Persuasão da Jane Austen.

Também estava à espera de outra coisa ao ler Museums and the Interpretation of Visual Culture. E não falemos de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.


Racismos de Francisco Bethencourt, apesar de ter demorado 2 meses a lê-lo, foram 2 meses bem empregues. A análise que faz da evolução da visão do outro, do preconceito, e a chegada à teoria das raças, passando pelos mais bárbaros actos que se fizeram, em toda a Humanidade, contra seres humanos... É uma análise bastante pertinente, que faz avaliar os nossos próprios preconceitos, como muitos são moldados pela sociedade, e qual a sua raiz. Num momento em que, mais que tudo, é preciso acolher o outro, aconselho sem dúvida esta leitura, que de resto serviu de ponto de partida para uma exposição que se encontra patente no Padrão dos Descobrimentos, em Belém (Lisboa).

Também me surpreendeu Didáctica del Museo: el descubrimiento de los objectos, por focar um tema que me interessa profissionalmente. Acabou por ser o que esperava que Museums and the Interpretation of Visual Culture tivesse sido.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

O que tenho lido é sobretudo autores de que já conhecia a escrita, e os novos que tenho lido não têm sido particularmente marcantes.

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Nenhum.

9. Seu personagem favorito mais recente.

Não é propriamente favorito e não é propriamente recente, mas o arco do Theon em As Crónicas de Gelo e Fogo foi das coisas que mais gosto me deu ler este ano e foi a personagem que, de longe, mais gostei de acompanhar.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

Sinceramente não me recordo. Tenho chorado muito mas (infelizmente) não têm sido os livros a provocar-me as lágrimas.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

Apesar de não ter gostado, talvez tenha sido Harry Potter e a Criança Amaldiçoada a deixar-me mais feliz. A expectativa de regressar a Hogwarts, acompanhar personagens que tanto me marcaram...

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017.

Não faço ideia. Tenho visto algumas adaptações mas ainda não li os livros que lhes deram origem. Penso que o único que vi e li foi A Rapariga com Brinco de Pérola mas nem livro nem filme foram memoráveis.l

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Até agora a que mais gostei de ver foi a da Rincey sobre o Harry Potter e a Criança Amaldiçoada e a de ouvir foi na Roda dos Livros, onde algum dos presentes falou sobre o J.G. Ballard de uma maneira que eu não consigo, ou seja, de maneira coerente. Quanto a ler, de momento não me recordo de nenhuma mas culpo toda a gente que tem falado sobre Uma Magia Mais Escura, sobretudo a Célia e a Patrícia, que já deveriam de saber que uma pessoa não precisa de ler mais boas opiniões sobre livros de fantasia...

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

Esta é fácil! Oh para O Mundo de a Guerra dos Tronos! Ok, a foto não lhe é favorável mas o do Eco também não é desagradável à vista...



15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Precisarei de ler muitos, que de momento não são para aqui chamados, mas gostava de ler, ou melhor, ouvir o áudio-livro The Year of the Flood da Margaret Atwood. No entanto, vou lendo o que posso e o que quero, porque como o tempo livre não tem sido muito e nem sempre tenho cabeça para leituras, tenho preferido ir ao sabor do que me apetece num determinado momento.

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