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Coisas que...

Coisas que...

01
Jan21

[Pondero] Tema do ano: curadoria

Não sei muito bem o que esperar deste novo ano, pois pela primeira vez não sinto a emoção de começar do zero, como se tivesse uma nova oportunidade de começar de novo. Os dias parecem todos iguais e por isso não há aquela sensação de página em branco. Na verdade, porque é que haveria de o ser? Para mudar não interessa se a terra concluiu uma volta ao Sol. Sou eu que tenho de fazer o esforço de mudar o que pretendo e para isso pouco importa se é um novo ano, mês, semana ou dia. Interessa é dar o primeiro passo.

Mas é claro que apesar de toda esta arbitrariedade no que toca ao tempo, ter um dia marcado no calendário ajuda, mais não seja por apresentar um ponto concreto, e um novo ano presta-se a isso.

Com base num vídeo, decidi este ano não tanto fazer resoluções mas seguir uma palavra, um tema. Escolhi a palavra ‘curadoria’, não só por ser uma das palavras do mestrado que me encontro a fazer, mas porque desde que vi alguém a utilizar a palavra, que a mesma não me sai da cabeça.

E o que é curadoria?

to be in charge of selecting and caring for objects to be shown in a museum or to form part of a collection of art, an exhibition, etc.;

to be in charge of selecting films, performers, events, etc. to be included in a festival;

to select things such as documents, music, products, or internet content to be included as part of a list or collection, or on a website

https://dictionary.cambridge.org/dictionary/english/curate

Sendo sobretudo usado no âmbito museológico, encaro a palavra como significando organizar, selecionar e administrar algo. Para este ano que começa, curadoria significará organizar o meu tempo de modo a dedicar-me ao que verdadeiramente me interessa e acrescenta algo à minha vida, escolher o que é melhor para mim e para quem me rodeia, e deixar para trás o que já não me serve ou interessa.

Parece-me ser uma palavra que pode englobar muitas coisas, como ‘fazer caminhadas’, ‘ligar a uma pessoa com quem gosto de conversar’, ‘deixar de comer emocionalmente’, mas que para além disso convida a pensar sobre as escolhas que faço em determinado momento. Porque para fazer curadoria é necessário critério e, sobretudo, ponderação.

Veremos no que isto dá. As resoluções nunca pareceram resultar comigo, comigo a desanimar ou a esquecer aquilo a que me havia proposto poucas semanas ou meses depois do ano começar. Com um tema, parece que se abre o leque de oportunidades, porque mesmo que não se atinja um objetivo, desde que nos mantenhamos num determinado sentido, parece-me positivo.

22
Jun19

[Pondero] Espécie de balanço a meio do ano

É interessante reler o que escrevi por aqui nos últimos meses do ano passado e no início deste ano. As dúvidas que me assolavam e que volta e meia ainda persistem. Terei feito a decisão certa? É este o meu caminho? Pouco mais de 4 meses depois continuo sem uma resposta para isso mas por enquanto não me arrependo. Penso que será isso o mais importante.

Estou a desempenhar outras tarefas, que afinal de contas não diferem assim tanto do que fazia ou gostava de fazer. O objeto de estudo, digamos assim, é outro, um tema que nunca pelo qual nunca pensei vir a interessar-me, mas está a ser entusiasmante conhecer todo um processo e toda uma instituição.

Têm sido muito importantes os meus novos colegas, mas também os antigos. Estes últimos porque me deram força e todo o apoio e, que conhecendo como me encontrava antes, me dizem que agora estou com muito melhor cara, que pareço outra pessoa. Os outros porque nunca pensei que em tão pouco tempo pudesse ser tão bem aceite, exatamente como sou.

Está claro que não penso deixar os meus estudos para trás, e apesar de ter preguiçado um pouco nestes meses, sinto que está na hora de voltar a estudar, ou participar em projetos que me ajudem como que a manter um pé nesse outro mundo, de que pensava estar a sair, que afinal não dista assim tanto daquele em que de momento estou.

01
Jan19

[Pondero] Revendo 2018 e olhando para 2019

Eis que chega um novo ano e como que se impõe um olhar para o que passou.

2018 foi estranho.

As coisas já há muito tempo que não iam bem - assistir a coisas más acontecerem a pessoas de quem se gosta, perder pessoas de um momento para o outro, investir no que se gosta e verificar que afinal dali deixou-se de tirar qualquer gozo ou satisfação... - o que me levou a questionar (e muito) tudo o que faço e porquê, e se no final tudo isto vale a pena.

Houve momentos em que chorei, por tudo e por nada, por stress, por nervos. Houve momentos em que rebentei e explodi, desta vez com as pessoas certas (geralmente rebentava com quem não tinha culpa nenhuma), mas sem qualquer tipo de resultado a não ser eu perceber que não vale a pena. Quem não entende e não quer entender, nunca vai compreender o que desesperadamente tentei comunicar e, por isso, não podendo mudar os outros só me restou mudar a mim. Mudar o modo de encarar as coisas, mudar o que estava (e está) ao meu alcance.

2018 foi dos anos em que desci o mais baixo na minha auto-estima, em que duvidei de todas as minhas capacidades, em que pensei que nada disto valia a pena e que só ando aqui a ocupar espaço. No entanto, foi também o ano em que percebi que não tenho de ceder - aos meus pensamentos negativos nem a pressões ou expectativas de outros - e que não me devo sentir mal se faço e dou constantemente o meu melhor.

Foi o ano em que persisti. Foi o ano em que percebi que cada pequena acção, que cada pequeno esforço, ao fim de algum tempo concorre para algo maior. "Just do the thing" foi como que o meu lema. Tarefa insignificante? É fazer. Só consegui ler uma página para a tese? Então amanhã tentarei ler mais uma. Li mais? Óptimo! Melhor ainda. O que importa é não desistir, se o que se está a fazer trará algo de bom, algo com significado para nós.

Foi o ano em que desisti. Desisti de tentar justificar-me, de tentar ser compreendida. Desisti de bater a uma porta que teima em não abrir. Desisti de lutar contra a corrente. Quando me deixei ir, vi que podia haver coisas melhores.

Em 2017 disse que em 2018 queria concentrar-me no bom. Em alguns dias (meses mesmo!) foi difícil, mas nos últimos meses, olhando para o último ano - para onde estava e analisando onde estou - fiz como que uma lista de feitos e posso dizer que mudou completamente a minha perspectiva, sobre mim e sobre a minha vida. Houve muitos maus momentos, mas sou melhor por isso. Valorizo as coisas boas, as vitórias (sejam grandes ou pequenas) por causa disso. Tenho uma melhor noção do que consigo fazer quando me meto em algo de alma e coração, ainda que pene. Tenho uma melhor noção do meu valor, ainda que falhe.

E tenho uma melhor noção de que, se eu sair de um lugar, a vida continuará. Ninguém é insubstituível e não consigo pôr por palavras o quanto isso é libertador.

Sim, 2018 foi estranho. Mas tão enriquecedor. Se tivesse que escolher uma palavra para 2018 seria enriquecedor.

E para 2019, tendo que escolher uma palavra para me guiar, escolho calma. Depois do corrupio, dos altos e baixos, das emoções por vezes extremadas, preciso de calma. Preciso de pensar com calma, fazer as coisas com calma, sem precipitações. O ano começará com a defesa da tese mas, para além disso, não sei o que aí vem e como tal, para enfrentar 2019, preciso de ter a cabeça limpa e muita calma. Portanto agora é tempo de respirar fundo, e que venha o que tiver de vir.

02
Dez18

[Pondero] Ano novo, vida nova?

Tem sido interessante ler desde setembro, aqui pelo Sapo e mesmo por essa internet fora, o que cada um considera ser o início do seu "novo ano", seja uma data particular ou qualquer outro dia.

Para mim, desde que comecei a trabalhar, que o início de um novo ano, o início de uma nova fase em que pretendo ser melhor, me lanço em desafios e faço alguns balanços, sobretudo a nível pessoal, tem sido o meu mês de aniversário. Apagar mais uma vela parece convidar à reflexão mas, nos últimos 10 anos, também tem sido o mês em que tenho necessitado de tomar algumas decisões com impacto na minha vida.

Este ano, contudo, novembro foi para mim mais um fechar de um ciclo sem, no entanto, ter significado o início de outro. Tenho estado como que num limbo em que não sei bem o que o futuro me reserva ou com o que posso contar, uma vez que aguardo algumas respostas que, confirmando-se serem positivas, podem fazer com que o novo ano seja realmente de vida nova.

Ainda que o fim do ano seja sempre uma data de assinalar, o que se avizinha parece revestir-se de uma maior importância. Talvez seja a primeira vez em que olho para um novo ano e não faço ideia do que ali vem.

30
Dez17

[Pondero] Revendo 2017

 

Até os melhores planos vão por água abaixo. Eu tentei, a sério que tentei responder e agendar tudo de uma vez, mas coisas foram acontecendo e o resultado foi nada. Mas não vale a pena estar a lamentar-me por isso, é algo que não interessa e a que posso sempre tentar voltar.

 

Agora a minha ideia era fazer um balanço deste ano. Sinto que é algo terapêutico, olhar para trás e fazer uma (ainda que breve) avaliação. O objectivo para este ano era continuar e sim, continuei mas a coisa nem sempre foi fácil. Já o desejo, não sei se consegui estar sempre e muito menos cuidar de mim.

 

Para começar, eu sei que tenho o problema de fixar-me no que de mal acontece e eu sei que isso não é bom, pelo que foi difícil ultrapassar perdas, as (muitas) dúvidas, e sobretudo o sentimento de impotência perante todas as injustiças que vejo. Voltou, como há muito não sentia, a vontade de desistir porque estou cansada de tudo o que me rodeia. Mas fiquemo-nos por aqui e passemos agora as coisas boas!

 

  • Conheci a Lídia Jorge;
  • Consegui que a Inbox estivesse a zero, e assim a tenho conseguido manter;
  • Mudei radicalmente o corte de cabelo, andei com ele bem mais curto do que o costume e pintei-o de cor-de-rosa, ainda que mais para meio do ano tenha vindo a apostar num tom mais violeta que não choca tanto com o castanho natural;
  • Participei, com relativo sucesso, em desafiosmaratonas literárias, e mesmo num desafio promovido por meninas aqui do charco;
  • Fui a um museu sozinha e visitei as reservas de outros, para além de ter andado a passear com a família;
  • Já tenho, pelo menos, uma pós-graduação;
  • Descobri novas coisas para ouvir, ouvi fado ao vivo, bem como a orquestra do São Carlos, ainda por cima a tocar músicas da Disney e do Andrew Lloyd Webber;
  • Li bem mais do que estava à espera, sendo que comecei com o objectivo de ler 12 livros, e foram na sua maioria boas leituras.

 

Enfim, até houve bons momentos. Para 2018 é isso que quero, fixar-me no bom.

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