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Coisas que...

Coisas que...

08
Fev19

[Penso] E cá estamos...

Carla B.

...no fim de um ciclo e aproximando-se um novo.

 

Custa deixar para trás algo em que tinha vindo a investir mas, se não conseguia ver futuro e oportunidades de avançar, estaria mesmo a investir no sítio certo? Sim, foi algo que gostei de fazer e que durante muito tempo me entusiasmou! No entanto, no último ano foram mais os dias em que me custou sair da cama, do que aqueles em que me sentia verdadeiramente entusiasmada. E nesses, nunca o entusiasmo tinha que ver com o meu trabalho.

 

Não consigo colocar por palavras o enorme alívio que senti quando soube que estava bem colocada num concurso para um outro local. Num dia que começou particularmente mal, recebi a notícia e o que me veio à cabeça foi literalmente o pensamento "porque é que estou a bater a esta porta que teima em não abrir quando, neste preciso momento, acabou de abrir esta janela?!" Acho que nesse momento a minha escolha foi feita.

 

Está claro que volta e meia, e até ontem (o meu último dia naquele trabalho que, apesar de tudo, tanto me deu), me foram surgindo dúvidas, nomeadamente "não me arrependerei disto?" Sim, tenho a perfeita noção de que há sempre essa hipótese, mas neste momento acho que arrepender-me-ia muito mais de ser apresentada com uma nova oportunidade e não a aproveitar.

 

Vou um pouco às cegas, sem saber muito bem o que esperar, sobretudo porque é um mundo completamente novo, completamente diferente daquele em que tenho andado durante toda a minha vida profissional até ao momento, o que me deixa algo ansiosa. Por isso o melhor que tenho a fazer é aproveitar esta espécie de fim de semana prolongado (o primeiro em sei lá quanto tempo, sem contar com férias!) e tentar fechar este capítulo da melhor forma para começar, como que do zero, um novo na próxima segunda-feira.

07
Jan19

[Penso] Do sentimento de orgulho ao conflito interno

Carla B.

Depois de uns 15 dias sem pensar na tese e na apresentação que terei de fazer para a defender, voltei a pegar na mesma. Reli-a, para melhor perceber quais os aspectos fundamentais, uma vez que tenho de condensar a apresentação que alinhavei - e que apresentei na espécie de test-drive que tive a oportunidade de fazer num seminário da minha orientadora - de cerca de 30 minutos, para não mais que um quarto de hora.

 

Sim, já tenho uma maior ideia do que interessa e do que pode ser supérfluo, mas o que sobretudo retenho desta leitura? O feito. Cheguei ao fim a duvidar de ter realmente escrito aquilo tudo, mas de facto fui eu! Fui eu que fiz aquela pesquisa. Fui eu que comecei a escrever em Março/Abril, vários meses depois do que realmente gostaria de ter feito. Fui eu que em Agosto, nos dias de folga, voltava ao local de trabalho para trabalhar na tese, porque isso é o que acontece quando o tema do nosso estudo é o nosso local de trabalho. Fui eu que em Outubro, enquanto assistia a um congresso no Fundão, acordava mais cedo no hotel e escrevia a porcaria da conclusão que teimava em não sair bem, tal era a exaustão de já ter escrito tanto e parecer que não saía mais nada de forma coerente.

 

Fui eu que fiz aquilo. Que li, que pesquisei, que pensei, que reflecti e que escrevi. Não consigo colocar por palavras o sentimento que me encheu, o orgulho, quando terminei a releitura.

 

Está claro que não é a oitava maravilha do mundo nem vai revolucionar a área científica, e provavelmente vou ser massacrada na defesa, mas não interessa. Consegui chegar à defesa! Eu! Euzinha! Eu que há um ano andava tão perdida, tão cheia de dúvidas e de incertezas. Até há uns dias atrás achava que as pessoas que leram e que me falavam da tese estavam a ser simpáticas comigo, mas não. Consigo agora ver que tem valor, tem coerência, pode ser aplicado. Tem trabalho por trás. Consegui pôr por escrito, e com bibliografia a apoiar, o que há alguns anos andava a teorizar. 

 

E é isto.

 

Mas de uma outra forma, parece o canto do cisne.

 

Agora que fiz um trabalho, em que acredito e que acho que pode realmente ajudar o meu local de trabalho, o local do âmbito do meu estudo, aguardo (com indisfarçável impaciência) que mudanças se confirmem e que me chamem de outro lado, para outra coisa.

 

É normal sentir-me meio dividida, certo? Orgulho de um lado, pena por não concretizar no outro. Saturação do sítio onde estou, mas sentido de dever cumprido. Tristeza, mas expectativa quanto a novos desafios. É normal este conflito, certo?

19
Ago17

[Penso] Adoro livros...

Carla B.

mas meu Deus parece que eles se multiplicam cá por casa e o espaço é diminuto! Cada vez mais me inclino para utilizar bibliotecas ou dar mais uso aos livros eletrónicos, pois a verdade é que o formato não me desagrada e não sou assim tão apegada aos livros. Gosto de ter os meus favoritos, aqueles que sem dúvida irei reler vezes sem conta, e por isso nem me importo de ter diferentes edições de um mesmo livro, como tenho de Persuasão da Jane Austen.

 

Mas outros há que agora pego neles e não me lembro porque, como e quando me vieram parar às mãos. Quer dizer, muitos até sei mas agora tenho pouco ou nenhum interesse em pegar-lhes. E posto isto, decidida eu a desfazer-me deles, estou um pouco indecisa quanto ao modo, pois alguns foram dados/oferecidos, outros trocados, alguns foram comprados, e por isso não sei se hei-de passá-los a outros, doá-los a uma biblioteca ou tentar vendê-los.

09
Ago17

[Penso] Este ano...

Carla B.

tem passado a correr. A sério, não dou pelos meses passarem e foi preciso estar a fazer o arquivo do meu trabalho (num momento de acalmia antes de ir de férias por forma a não começar grandes projectos mas também para antecipar o momento de stress que sempre parece anteceder os relatórios que sei que tenho que vir a entregar no final/início do próximo ano), para me aperceber do quanto tem passado ao meu lado, sem eu me ter dado conta, mas também me aperceber de pequenas vitórias pessoais.

Se soubessem o quanto feliz me senti ao ver, no meu calendário mensal, a nota "fui a um museu sozinha!".. Foi no âmbito de um trabalho de mestrado, é verdade, mas para quem raramente vai sozinha onde quer que seja, porque acha que com companhia é que certas coisas são desfrutadas (idas a cinema, cafés, a museus...) foi um grande passo.

Se soubessem como me senti em paz ao ver que foram realizadas actividades sem a minha pessoa. Sim, é estranho até porque eu sei que ninguém é imprescindível no local de trabalho, há sempre alguém para ocupar o lugar ou fazer o trabalho. Mas volta e meia parece que me esqueço e fico com a mania de querer fazer tudo e de estar em todo o lado ao mesmo tempo. Verificar que houve coisas que aconteceram enquanto eu própria andava ocupada com outras coisas minhas, deu-me uma sensação de paz.

Coisas parvas, coisas poucas, mas se soubessem o quanto me fez bem...

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