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Coisas que...

Coisas que...

28
Jan19

[Desafiam] 24 in 48 Readathon #4

Carla B.

Até que a coisa não correu mal! O meu propósito era ler o máximo que conseguisse, bem como tentar acabar A Libélula Presa no Âmbar e começar A Viajante, respetivamente o segundo e terceiro volumes da série Outlander de Diana Gabaldon.

 

O resultado:

  • 9h39m de leitura;
  • o conto Daughter of Necessity, de Marie Brennan lido;
  • 390 páginas de A Libélula Presa no Âmbar lidas.

 

É certo que não cheguei ao fim do livro, faltam cerca de 80 páginas, mas tendo em conta que passei o fim de semana a trabalhar e que as leituras têm sido algo erráticas, considero que o objetivo foi alcançado. Li sempre que tive um momento disponível e foi bom perder-me em duas histórias, para distrair-me do rebuliço que está a ser este início de ano.

21
Jan19

[Desafiam] 24 in 48 Readathon #3

Carla B.

Não dei números às outras vezes que escrevi sobre esta maratona por aqui (#1 e #2) mas aqui fica a intenção de uma terceira participação!

24in48_v2-03_full-color.png

Retirado daqui.

 

O mestrado já está para trás das costas, mas uma vez que já fiz a defesa (e eu a pensar que a parte da escrita era difícil  claramente esqueci-me do pânico que sinto sempre que falo em público! Mas já passou...) acho que mereço uma recompensa e ler ficção parece-me bem. Infelizmente estarei a trabalhar durante o fim de semana do evento, pelo que a minha meta não será ler 24 horas mas ler sempre que tiver oportunidade. Claro que vou tentar manter um registo do tempo que passo a ler, mas eu só quero mesmo perder-me nas páginas de um bom livro, sendo que o livro em questão será um volume de Outlander, se o segundo ou o terceiro logo se verá, dependerá do ritmo das minhas leituras durante esta semana.

07
Jan19

[Penso] Do sentimento de orgulho ao conflito interno

Carla B.

Depois de uns 15 dias sem pensar na tese e na apresentação que terei de fazer para a defender, voltei a pegar na mesma. Reli-a, para melhor perceber quais os aspectos fundamentais, uma vez que tenho de condensar a apresentação que alinhavei - e que apresentei na espécie de test-drive que tive a oportunidade de fazer num seminário da minha orientadora - de cerca de 30 minutos, para não mais que um quarto de hora.

 

Sim, já tenho uma maior ideia do que interessa e do que pode ser supérfluo, mas o que sobretudo retenho desta leitura? O feito. Cheguei ao fim a duvidar de ter realmente escrito aquilo tudo, mas de facto fui eu! Fui eu que fiz aquela pesquisa. Fui eu que comecei a escrever em Março/Abril, vários meses depois do que realmente gostaria de ter feito. Fui eu que em Agosto, nos dias de folga, voltava ao local de trabalho para trabalhar na tese, porque isso é o que acontece quando o tema do nosso estudo é o nosso local de trabalho. Fui eu que em Outubro, enquanto assistia a um congresso no Fundão, acordava mais cedo no hotel e escrevia a porcaria da conclusão que teimava em não sair bem, tal era a exaustão de já ter escrito tanto e parecer que não saía mais nada de forma coerente.

 

Fui eu que fiz aquilo. Que li, que pesquisei, que pensei, que reflecti e que escrevi. Não consigo colocar por palavras o sentimento que me encheu, o orgulho, quando terminei a releitura.

 

Está claro que não é a oitava maravilha do mundo nem vai revolucionar a área científica, e provavelmente vou ser massacrada na defesa, mas não interessa. Consegui chegar à defesa! Eu! Euzinha! Eu que há um ano andava tão perdida, tão cheia de dúvidas e de incertezas. Até há uns dias atrás achava que as pessoas que leram e que me falavam da tese estavam a ser simpáticas comigo, mas não. Consigo agora ver que tem valor, tem coerência, pode ser aplicado. Tem trabalho por trás. Consegui pôr por escrito, e com bibliografia a apoiar, o que há alguns anos andava a teorizar. 

 

E é isto.

 

Mas de uma outra forma, parece o canto do cisne.

 

Agora que fiz um trabalho, em que acredito e que acho que pode realmente ajudar o meu local de trabalho, o local do âmbito do meu estudo, aguardo (com indisfarçável impaciência) que mudanças se confirmem e que me chamem de outro lado, para outra coisa.

 

É normal sentir-me meio dividida, certo? Orgulho de um lado, pena por não concretizar no outro. Saturação do sítio onde estou, mas sentido de dever cumprido. Tristeza, mas expectativa quanto a novos desafios. É normal este conflito, certo?

04
Jan19

[Desafiam] Objetivos literários para 2019

Carla B.

Comparando os meus actuais hábitos de leitura com anos anteriores, sobretudo quando escrevia por outros lados, é notória uma certa diminuição no número de livros lidos. No entanto, é também notória a minha satisfação com as mesmas. Por ter menos tempo para ler, resolvi investir em géneros de que gosto e, se não tinha problemas em colocar coisas que não me estavam a dizer de lado, mais depressa o tenho feito.

 

Tornei-me ainda muito mais comedida no que a compras diz respeito, não só por necessidade (que o dinheiro não dá para tudo) mas por, finalmente, ter decidido dar bastante mais uso à biblioteca municipal, uma vez que tenho a felicidade de ter uma perto do trabalho. Sim, a Bertrand fica mesmo do outro lado da rua e a biblioteca fica a 30 minutos (15 minutos para ida e outros tantos para a volta), mas sempre pratico um pouco de exercício físico e apanho vitamina D...

 

Sendo que na segunda quinzena de Janeiro volto a recuperar algum do meu tempo livre, até agora ocupado com o mestrado, decidi propor-me a alguns objectivos literários:

  1. Ler 24 livros - tem sido hábito participar no desafio do Goodreads e 2019 não vai fugir à regra. É a mesma meta de 2018, meta que só mesmo na última semana do ano consegui alcançar, mas continua a parecer-me um número bom, sobretudo tendo em conta outros objectivos a que me quero propor.
  2. Ler calhamaços - há bastantes cá por casa, alguns deles antologias, e gostava de começar a pegar neles. Como escrevi anteriormente, em 2018 percebi que o esforço é cumulativo e é página a página que se conquistam os livros, mesmo os de maior tamanho. Assim, conto dar, pelo menos, vazão à série Outlander, da Diana Gabaldon. É verdade que também é uma releitura,  já li os 4 primeiros volumes em inglês, por isso a conquista não é assim tão impressionante, mas o quinto, a que eu carinhosamente chamava "tijolo" (uma vez que o livro em inglês tinha uma lombada com 5 centímetros e era vermelho, e não sabem a satisfação que é poder aplicar o mesmo termo à versão portuguesa, acho que dá para matar alguém com aquele calhamaço!) sempre impôs respeito!
  3. Acabar 2 séries de fantasia - tenho o péssimo hábito de começar coisas e não acabar. Mas se estou prestes a acabar um mestrado, também serei capaz de acabar séries publicadas! Não tenho os livros, o que valerá umas visitas à biblioteca, mas gostava de acabar a série Mistborn do Brandon Sanderson, de que a Diana e a Patrícia tão bem falam, bem como O Ciclo dos Demónios de Peter V. Brett, contando que o quinto chegue à biblioteca... Sim, também se podem inscrever na categoria calhamaços...
  4. Participar em 2 maratonas literárias - não vou participar na Bout of Books que tem lugar na próxima semana, mas haverá mais em Maio e Agosto. Ainda em Janeiro tem lugar a 24in48, em que certamente não vou atingir o objectivo porque estarei a trabalhar, mas em que conto ler sempre que tiver disponibilidade.
  5. Voltar a falar sobre livros - este é mais complicado. Acho que parte do meu gosto pela leitura voltou, no último ano, com a desobrigação da minha parte de escrever o que quer que fosse sobre eles, mas sinto falta de falar e de ouvir falar sobre livros.

 

Acho que chega. Ainda ponderei colocar "comprar menos livros" mas em 2018 só vieram parar cá a casa 3 ou 4 livros novos, e no ano anterior outros tantos. Acho que as compras por impulso estão domadas, e é de esperar que assim continuem. Preciso de um livro novo? De dar uma vista de olhos e escolher um ao calhas porque os que tenho não me dizem nada? A biblioteca tem servido para domar essa necessidade, para além de realmente me obrigar a ler em vez de acumular livros.

 

Agora é ler! Boas leituras!

01
Jan19

[Pondero] Revendo 2018 e olhando para 2019

Carla B.

Eis que chega um novo ano e como que se impõe um olhar para o que passou.

 

2018 foi estranho.

 

As coisas já há muito tempo que não iam bem - assistir a coisas más acontecerem a pessoas de quem se gosta, perder pessoas de um momento para o outro, investir no que se gosta e verificar que afinal dali deixou-se de tirar qualquer gozo ou satisfação... - o que me levou a questionar (e muito) tudo o que faço e porquê, e se no final tudo isto vale a pena.

 

Houve momentos em que chorei, por tudo e por nada, por stress, por nervos. Houve momentos em que rebentei e explodi, desta vez com as pessoas certas (geralmente rebentava com quem não tinha culpa nenhuma), mas sem qualquer tipo de resultado a não ser eu perceber que não vale a pena. Quem não entende e não quer entender, nunca vai compreender o que desesperadamente tentei comunicar e, por isso, não podendo mudar os outros só me restou mudar a mim. Mudar o modo de encarar as coisas, mudar o que estava (e está) ao meu alcance.

 

2018 foi dos anos em que desci o mais baixo na minha auto-estima, em que duvidei de todas as minhas capacidades, em que pensei que nada disto valia a pena e que só ando aqui a ocupar espaço. No entanto, foi também o ano em que percebi que não tenho de ceder - aos meus pensamentos negativos nem a pressões ou expectativas de outros - e que não me devo sentir mal se faço e dou constantemente o meu melhor.

 

Foi o ano em que persisti. Foi o ano em que percebi que cada pequena acção, que cada pequeno esforço, ao fim de algum tempo concorre para algo maior. "Just do the thing" foi como que o meu lema. Tarefa insignificante? É fazer. Só consegui ler uma página para a tese? Então amanhã tentarei ler mais uma. Li mais? Óptimo! Melhor ainda. O que importa é não desistir, se o que se está a fazer trará algo de bom, algo com significado para nós.

 

Foi o ano em que desisti. Desisti de tentar justificar-me, de tentar ser compreendida. Desisti de bater a uma porta que teima em não abrir. Desisti de lutar contra a corrente. Quando me deixei ir, vi que podia haver coisas melhores.

 

Em 2017 disse que em 2018 queria concentrar-me no bom. Em alguns dias (meses mesmo!) foi difícil, mas nos últimos meses, olhando para o último ano - para onde estava e analisando onde estou - fiz como que uma lista de feitos e posso dizer que mudou completamente a minha perspectiva, sobre mim e sobre a minha vida. Houve muitos maus momentos, mas sou melhor por isso. Valorizo as coisas boas, as vitórias (sejam grandes ou pequenas) por causa disso. Tenho uma melhor noção do que consigo fazer quando me meto em algo de alma e coração, ainda que pene. Tenho uma melhor noção do meu valor, ainda que falhe.

 

E tenho uma melhor noção de que, se eu sair de um lugar, a vida continuará. Ninguém é insubstituível e não consigo pôr por palavras o quanto isso é libertador.

 

Sim, 2018 foi estranho. Mas tão enriquecedor. Se tivesse que escolher uma palavra para 2018 seria enriquecedor.

 

E para 2019, tendo que escolher uma palavra para me guiar, escolho calma. Depois do corrupio, dos altos e baixos, das emoções por vezes extremadas, preciso de calma. Preciso de pensar com calma, fazer as coisas com calma, sem precipitações. O ano começará com a defesa da tese mas, para além disso, não sei o que aí vem e como tal, para enfrentar 2019, preciso de ter a cabeça limpa e muita calma. Portanto agora é tempo de respirar fundo, e que venha o que tiver de vir.

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