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Coisas que...

Coisas que...

17
Jan26

[Acontecem] A despedida

Sinto que tenho de fazer uma espécie de mea culpa. Se é verdade que a notícia da descontinuação me apanhou um pouco de surpresa, não me posso confessar, no entanto, surpreendida por tal. E sinto que tenho de fazer o mea culpa porque, ao longo destes quase 11 anos, as publicações foram esparsas e nunca fui muito de comentar em outros locais aqui no charco. Fui mais lurker que outra coisa, nomeadamente nos últimos anos.

Como comentei a uma vizinha aqui ao lado

a cada início de novo ano, o bichinho de voltar ao blogue está por aqui, e sei que podia pegar num texto que tenho ali escrito no caderno, mas por outro lado escrever só para mim está a ser tão recompensador, que continuo sem saber se partilhe ou não. O mais certo é não partilhar.

Não partilhei. E creio que não voltarei a partilhar.

O ano passado saí das grandes redes sociais. Desativei Facebook e Instagram. Já tinha saído do Twitter (sim, ainda era Twitter) e não consigo deixar-me convencer por Bluesky ou Mastodon. Sigo algumas publicações no Substack, mas também não é uma plataforma que me agrade. Tenho um LinkedIn, útil para partilhar o que faço profissionalmente, contudo não se presta ao que escrevo por aqui.

Escrevi por aqui que quando penso regressar a uma 'vida digital', costumo pensar invariavelmente em blogues. Um sítio onde não se está limitado por caracteres, que não obriga à utilização de uma imagem, que convida à reflexão. Era bom saber que tinha onde regressar. Hoje, sinto-me um pouco órfã.

Esta foi a terceira iteração da minha escrita mais pessoal, digamos assim, por aí. Comecei, salvo erro em 2004, num LiveJournal, apagado faz vários anos. Mudei-me depois para o Blogspot e, em 2015, vim para este espaço. Podia voltar à coisa de antes, levar o arquivo do Sapo e rezar para que conseguisse, de alguma forma, mesclar publicações de um lado e do outro, como se nunca tivesse partido. Podia ter o trabalho de mudar as imagens e as ligações que levava daqui. Mas, saí do Blogspot porque queria uma plataforma nova, e, se não trouxe as publicações do Blogspot para aqui, foi porque não queria ter de estar com esse trabalho todo... No entanto, também não quero começar de novo, pelo que acho que me fico por aqui.

Adeus! Foi um prazer enquanto durou. 

23
Fev25

[Acontecem] Voltar a andar de bicicleta

Na verdade, já algures no ano passado voltei a pegar na bicicleta. Uma só vez, mais para perceber quão enferrujada estaríamos eu e a bicicleta. Confirmou-se que ambas estávamos a precisar de alguma manutenção e foi por isso como que uma vez sem exemplo...

Hoje voltei ao selim (novo, uma das coisas que se verificou ser preciso mudar na pequena volta anterior), ainda com alguns problemas mecânicos que o meu irmão (o responsável por este meu regresso à bicicleta) tentou resolver e que provavelmente implicará ter mesmo que trocar algumas coisas, ainda que vá dando para umas voltas como a de hoje.

Foram 21km pelos mais diversos tipos de piso, por entre tráfego automóvel e pedonal, a tentar ganhar confiança e não me sobressaltar com tudo e mais alguma coisa...

A ver se faço isto mais amiúde, para que se torne talvez num hábito ou até no meu meio de transporte!

14
Fev25

[Comprei] E lá se foi uma resolução ao ar...

Tinha prometido a mim mesma não comprar livros este ano, mas de repente deparei-me com este numa livraria (e galeria) especializada em imagem desenhada.

IMG_20250214_143309.jpg

Já por aqui mencionei o quanto gosto deste autor/ilustrador, pelo que quando o vi, e sendo o único na estante, apoderei-me dele como o Gollum do seu "precious!" para gáudio das minhas colegas... Mas em minha defesa, não é propriamente um livro que encontre em outras livrarias mais generalistas. 

10
Fev25

[Penso] Apanhado de janeiro

Partilho um pouco do que visitei, li e vi durante o mês de janeiro.

Museus

Não sei ou percebo muito de arte contemporânea, e pouca arte contemporânea, na verdade, me chama a atenção. Talvez porque lida com conceitos e (des)construções, precisando eu de alguma mediação, entre a obra e a minha pessoa, ou o seu impacto, ideia e brilhantismo passam-me ao lado. Mas até a mediação consegue afastar-me ao ser, muitas vezes, paternalista... Também não sou pessoa que fique a ver material audiovisual em museus, mas por alguma razão Bardo Loops de Gabriel Abrantes, "uma instalação de quatro filmes onde fantasmas conversam num futuro distópico sobre temas simultaneamente reais e atuais", que se encontra exposta no Centro de Arte Moderna (CAM) da Gulbenkian, chamou-me a atenção. Pode ter sido os fantasmas fofinhos, mas bolas que dão um murro no estômago! Sobretudo as sequências sobre a genética/eugenia e o casal a discutir ter ou não um filho.

Aquela obra encontra-se inserida na exposição "Linha de Maré" que tem outras peças interessantes, como Posta de Rosa Carvalho ou Viagem ao interior desconhecido através de linhas paralelas de Graça Pereira Coutinho, ainda que não me tenham impactado tanto, assim como o discurso da exposição pouco fez por mim, mas pode ser a tal coisa de precisar de mediação (que não paternalista). Ainda no CAM, achei curioso o espaço das "Reservas Visitáveis", mas também estava à espera de outra coisa, até porque tive a sorte (durante um dos mestrados) de as visitar, e a outras reservas de museus, e são realmente espaços que acho que se poderia dar a conhecer um pouco melhor.

Apesar de ter começado pela arte contemporânea, o objetivo da minha visita à Gulbenkian foi aproveitar um dos últimos fins de semana da exposição "Veneza em Festa". Acompanhei a divulgação que a Gulbenkian ia fazendo da exposição, a dar a conhecer um pouco dos artistas ou das obras expostas, como, por exemplo, os "caprichos", e disse para mim mesma que não podia deixar passar a exposição. Esta exposição foi, sem dúvida, mais a minha onda e gostei bastante dos tais caprichos, mas sobretudo das gravuras baseadas nos quadros de Canaletto e utilizadas como souvenirs do Grand Tour, e de conhecer Francesco Guardi.

Livros

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O tempo que passo a passear o Nero continua a ser o tempo em que mais me vou dedicando às leituras, daí o predomínio do audiolivro. E de facto foram 2 dos audiolivros que se destacaram nas leituras deste mês.

Primeiro The Night in Question, da autoria de Susan Fletcher e narrado por Jenny Funnell, mas que sinceramente me soava à Judi Dench! Conta a história de Florrie Butterfield, uma octogenária, sem uma perna e que se movimenta numa cadeira de rodas, que se dedica a desvendar o que está por detrás de um acontecimento no lar onde se encontra a viver. A história vai-nos dando também a conhecer a vida de Florrie, que é das personagens mais fofas e otimistas, cheia de vontade de viver e experienciar a vida, que já tive a oportunidade de ler. Acho que este é um caso de livro certo no momento certo, e quando acabei de o ouvir só me apetecia ter uma edição física para abraçar e guardar com carinho. É certamente um livro que penso reler, sobretudo quando me sentir mais em baixo, porque tem uma alegria e paixão pela vida que contagia uma pessoa.

O outro livro que se destacou foi Inteligência Artificial de Arlindo Oliveira, narrado por Isabel Bernardo. Tenho de confessar que me faz um pouco de confusão ouvir um livro de não ficção escrito por um homem a ser narrado por uma mulher, mas ultrapassada essa barreira, digamos assim, gostei bastante do mesmo e é outro que espero ter em formato físico. Apesar do título, o autor neste ensaio discorre sobre a inteligência, desde a formação do cosmos e como se formaram as complexas redes neuronais dos cérebros humanos, até à inteligência artificial e o que poderá ser o futuro da Humanidade. Parece-me um bom livro introdutório a quem se queira inteirar da temática.

Filmes

Nos últimos anos tenho visto poucos (mesmo muito poucos) filmes, porque, na verdade, não vai havendo muita coisa que me chame a atenção ou simplesmente prefiro fazer outras coisas, geralmente ver algum episódio de uma série no Star Crime... Contudo, um dia destes estava em casa do meu irmão e ele mencionou estar disponível na Netflix o novo filme de stop motion "Wallace & Gromit: Vengeance Most Fowl". Como li aqui é "[j]ust the right film to decry A.I. and humanities ever-increasing reliance on tech, the loss of a human touch in favour of an unnatural, pristine feel." Houve uma parte que, tenho a dizer, levou-me a questionar o meu próprio relacionamento com o Nero (não são poucas as vezes que ele quer atenção e eu estou agarrada ao telemóvel), mas um bom filme é aquele que como que nos aponta um espelho e nos leva a questionar, e não é por ser de animação que um filme não levanta questões. Que mais dizer? Temos o regresso de Feathers McGraw, o meu vilão preferido, com quem nos cruzámos em "The Wrong Trousers", que é dos meus filmes favoritos. Este, se não se tornou num dos favoritos, fica lá perto.

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