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Coisas que...

Coisas que...

25
Out17

[Li] "Como se faz uma tese em ciências humanas" de Umberto Eco

Carla B.

Para verem como as coisas andam más em termos de leituras, estou aqui a escrever sobre um tipo de manual que já li em Agosto/Setembro!

 

26857141.jpg

Tirado daqui.

 

Ora, o autor já me tinha conquistado com a sua erudição, que não me fez sentir burro, mas neste seu livro que dá algumas notas sobre como fazer uma tese em Ciências Sociais e Humanas, conquistou-me com o seu sentido de humor e clareza.

 

Talvez já esteja datado em certas situações devido ao avanço das novas tecnologias (pesquisa bibliográfica, datilografia do trabalho, gestão bibliográfica... uma vez que hoje há computadores e aplicações/programas que ajudam), mas é ainda assim um guia para quem se possa sentir, num primeiro momento, algo assoberbado pela tarefa. Pelo menos a mim ajudou-me a colocar as ideias no sítio e a começar pelo início - restringir o tema e âmbito do trabalho.

24
Set17

[Desafiam] Book Bingo | Leituras ao Sol - Balanço Final

Carla B.

Cá estamos para o balanço final deste desafio literário, promovido pelas moderadoras do grupo Leituras Partilhadas, no Goodreads, e que teve lugar entre os dias 21 de junho e 22 de setembro.

 

Após as actualizações que por aqui coloquei (actualização #1 e actualização #2) só consegui ler mais um livro para a categoria:

 

Autor estreia

 

Começando em setembro a fase mais puxada do meu mestrado e estando eu à espera no cabeleireiro sem nada mais que o telemóvel, pois que decidi ler um pequeno e-book. Mas não é por ser pequeno que não se trata de uma grande história, confessando-me surpreendida por ter ficado cativada pela voz do protagonista de Perks of Being a Wallflower. Escrito de forma epistolar, o que pode justificar a minha rápida empatia, este livro acompanha Charlie após a perda de um amigo e enquanto lida com problemas naturais da adolescência. Sim, parece que acontece muita coisa num único ano e muita coisa trágica a um pequeno grupo de pessoas, mas nada pareceu inverosímil, e algumas coisas até consegui antecipar, mas não parei de ler de forma compulsiva enquanto não cheguei ao fim.

 

Ora, fechando então as categorias preenchidas, eis o resultado final:

BookBingo_LeiturasAoSol-3.png

 

Fiz uma linha na vertical e uma diagonal. Dos 4 livros a que me propus ler, li apenas 2, mas no total foram 10 os livros lidos e participei no 24 in 48 bem como no Bout of Books, que muito contribuíram para este resultado. Na minha opinião, o desafio foi superado! Repetindo-se para o ano e tendo eu disponibilidade, certamente voltarei a participar.

03
Set17

[Desafiam] Book Bingo | Leituras ao Sol - Actualização #2

Carla B.

Mais uma vez vem um pouco atrasado, e já com o fim à vista, mas não podia deixar de colocar aqui um pouco mais do meu progresso neste desafio. Podem ver a actualização anterior aqui.

BookBingo_LeiturasAoSol-2.png

 

Finalmente li 2 dos livros que pretendia ler, quando me inscrevi neste desafio, e completei uma linha. Se conseguir aplicar-me pode ser que consiga fazer mais duas, mas vou tentar pelo menos fazer mais uma, pegando em outro livro, o do autor lusófono, que me tinha desafiado a ler. Mas antes disso, aqui fica o que entretanto foi preenchido no cartão:

 

Género preferido

 

Comecei The Eyre Affair por Jasper Fforde depois de ter deixado a meio um e-book que não estava a fazer nada por mim, e ainda bem que assim foi porque achei este livro hilariante, com um sentido de humor mesmo ao meu gosto, nomeadamente porque faz uso não só de wordplay como das próprias regras ortográficas. Sei que existem alguns volumes desta série em português e imagino que o trabalho de tradução tenha sido bastante complicado, pelo que estou curiosa a dar uma vista de olhos.

 

Este é sobretudo um livro de fantasia, sendo que num mundo bastante parecido com o nosso há uma agência de segurança com tarefas especiais, como viagens no tempo, e onde um Prose Portal permite o que, penso, qualquer leitor gostaria de possuir, uma porta de entrada para os nossos livros favoritos.

 

Autor preferido

 

Bastou um livro para fazer de J.G. Ballard um dos meus autores favoritos, e Crash confirmou-o. Já por aqui disse que não consigo falar de forma coerente deste autor, pelo que nem vou tentar. O meu conselho é que dêem uma oportunidade e espero que gostem tanto como eu. 

 

Vencedor prémio literário

 

Pouco sabia sobre The White Tiger, apenas que se passava na Índia e tinha vencido o Man Booker Prize. A minha conclusão? Tenho que ler tudo o que tenha ganho este prémio, depois de ter lido e gostado bastante de O Sentido do Fim e deste livro (e olhando melhor para a lista, também o Possession da A.S. Byatt está por lá!).

 

Primeiro que tudo, adoro romances epistolares, muitas vezes mais que os relatos na primeira pessoa, é este o formato que acho mais intimista e consegue captar a minha atenção desde o primeiro momento. Muitas vezes sinto como se estivesse até a transgredir, a ler algo que não é para os meus olhos, mas adoro conhecer deste modo um personagem. Depois, Balram Halwai é daqueles personagens que nos deixam na dúvida. Devemos condenar as suas acções ou aplaudir? O seu discurso tem laivos de humor bastante mordaz, também à minha medida, e talvez por isso fosse ganhando a minha simpatia, mas a sua vida e os seus actos são algo que convidam a pensar.

 

A história oferece também um retrato de uma Índia para mim ainda desconhecida, e cujas histórias como esta, ou até a de Quem Quer Ser Bilionário?, ajudam a perceber um pouco melhor. E digo perceber não tanto em termos de dar a conhecer a miséria em que muitos vivem, mas o modo de vida indiano e como o mesmo, ao abrir-se a influências que vêm de fora, se parece esboroar, levando ao declínio de uma sociedade de castas e abrindo a mesma a, como diz o nosso protagonista, empreendedores. Mas será isso bom quando se sacrificam outros para o nosso bem?

 

Chick-lit

 

Jill Mansell é das minhas autoras favoritas neste género, apesar de não ter lido assim tanto é das que recordo gostar bastante sobretudo pela construção das personagens, mas este Millie's Fling ficou um pouco aquém de todas as minhas expectativas. O par principal, Millie e Hugh, até são personagens interessantes de seguir ainda que o seu drama talvez pudesse ser resolvido um pouco mais depressa e sem muitos mal entendidos. A química está lá, e as cenas com estas personagens são as mais bem conseguidas. No entanto e com a excepção de um Colin (a sério, as personagens com este nome, não sei porquê, encontram rapidamente um lugarzinho no meu coração), as restantes personagens fizeram-me revirar os olhinhos, sobretudo a amiga da nossa protagonista, Hester, cuja vida amorosa me meteu nervos.

 

Para além disso, não há cão! E o que se vê na capa?! Um cão! Há um cão, com óculos de sol, na capa! Porque colocam um cão na capa se nunca, nunca, aparece menção a um cão?! Publicidade descaradamente enganosa! *continua a protestar porque queria livros fofos com cães*

30
Jul17

[Vi] "Dunkirk"

Carla B.

dunkirk-poster.jpg

Visto aqui.

 

Costumo dizer que se há uma coisa em que os filmes ganham à vida real, é no facto de terem banda sonora. Bem, o Christopher Nolan mostrou-me como posso estar algo errada. Em "Dunkirk" a banda sonora sobrepõe-se de tal forma à acção e à representação que fiquei a ansiar pelo silêncio.

"Dunkirk" como filme de guerra é bastante bom, chega bem perto da parte inicial de "O Resgate do Soldado Ryan", que para mim é das melhores sequências de um filme de guerra, nomeadamente de um que mostra um episódio da 2.ª Guerra Mundial. As 3 linhas narrativas também me pareceram bem conseguidas, a mostrarem-nos a tensão na praia/pontão, constantemente em busca de uma forma de sobreviver enquanto se (des)espera pela evacuação; no mar, com uma série de pequenos barcos (e seus donos) a irem em auxílio das tropas cercadas em Dunquerque; e no ar, com pilotos a tentarem defraudar os ataques aéreos alemães.

Surpreendeu-me o filme não ter um herói, um protagonista definido, e contar com boas interpretações de praticamente todo o elenco, bastantes dos actores desconhecidos para mim. É certo que há algumas personagens que têm maior foco que outros, mas no geral as actuações são bastante conseguidas, levando a investir-mo-nos no futuro destas personagens. No entanto, começa também a ser demais ver constantemente os mesmos actores em papéis em tudo semelhantes, como o James D'Arcy, pelo que estava constantemente a lembrar-me do filme "Tempo de Heróis", que também vi recentemente (tem o Sean Bean, adivinhem o que lhe acontece...).

O senão foi mesmo a banda sonora. Esta segue surfe constantemente em crescendo e intromete-se de tal forma que distrai. Além disso tenta manipular as emoções quando não me parece ser necessário. Pareceu-me que o silêncio, nomeadamente na iminência dos ataques aéreos alemães, ou o som próprio da guerra, seriam suficientes para imergir o espectador no filme, sendo que a banda sonora relembra constantemente que estamos a ver um filme.

Também me pareceu um pouco longo, sobretudo a meio, sendo que por diversas vezes a minha mente andava distraída do filme.

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