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Coisas que...

[Vejo] Últimos trailers

por Carla B., em 26.03.17

Não tem sido fácil manter-me a par de tudo o que vai saindo, seja livros, filmes ou séries televisivas. No entanto, hoje tropecei em 3 trailers e deixo aqui as minhas reações.

 

Justice League

O que mais gostei neste foi a banda sonora. E o Jason Momoa... Agora a sério, depois do "Superman v. Batman" as expectativas estão muito em baixo e o trailer parece-me só mais um.

 

American Gods

Ok, confesso que me lembro pouco do áudio-livro, a não ser que gostei (para mim Gaiman é bom de todas as formas, menos lido em formato livro), mas assim que ouvi que o Ian McShane seria o Mr. Wednesday soube que tinha de ver.

 

The Handmaid's Tale

De todos, esta série é a que mais ansiosa estou por ver. Adorei o livro, que me fez automaticamente fã da Margaret Atwood, e do qual só posso recomendar a leitura. Tenho visto muita gente, devido ao clima político que hoje se vive, sugerirem a leitura do 1984 de George Orwell mas, não tendo lido esse, recomendo este The Handmaid's Tale

[Pondero] Agosto 2015

por Carla B., em 31.08.15

Por estes lados houve uma paragem. Não foi intencional nem por motivo de férias, pelo contrário o trabalho exigiu mais de mim. Além disso tive realmente muito pouco, nada mesmo, para dizer. E preguiça. Muita preguiça e quer-me parecer que será para continuar. Mas vou tentar aproveitar este momento em que não estou preguiçosa e ver se ponho por aqui alguma coisa. 

 

Livros lidos:

  1. Darwinia de Robert Charles Wilson - Esperava algo mais deste livro, que tem uma premissa fantástica mas que acabou por se tornar em algo que eu não estava à espera e que não foi capaz de me convencer. Eu gosto de um belo twist mas este pareceu-me muito desproporcionado e tirado da trilogia "Matrix". Ainda assim, gostei da escrita e penso voltar a ler outros livros do autor. 2/5
  2. On Little Wings de Regina Sirois - Foi outra decepção pois, tal como o Darwinia, tinha uma premissa interessante e que acaba por não se concretizar. Mas se naquele é por o autor tomar uma direcção que eu não estava à espera, aqui é por a autora desviar-se do intento inicial. Era suposto ser a história de uma rapariga a tentar descobrir o passado da sua família, porque é que a mãe deixou de falar, e mesmo negar ter uma irmã, no entanto acaba por ser uma história sobre um primeiro amor. A protagonista deixa mesmo de tentar perceber o que aconteceu para se lamuriar sobre um rapaz. *suspira* Ao menos a escrita era bastante competente. 3/5
  3. O Império Final (Mistborn, #1) de Brandon Sanderson - 4/5

 

Filmes vistos:

  1. "Cruel Intentions" - Sabem quando olham para um filme e pensam "Oh meu deus, isto já tem x anos?!" Foi a minha reacção quando apanhei este filme na televisão. Vi-o pela primeira vez com 15 ou 16 anos e se gostei naquela época, posso dizer que continuo a gostar. Guilty pleasure! Mas a verdade é que não sinto culpa nenhuma. Sim, as personagens parecem cartão, sem qualquer tipo de motivação sem ser querer lixar o próximo, mas adoro ver as suas maquinações. E sempre me fez querer ler a obra original, assim como ver o filme com (os grandes) Glenn Close e John Malkovich. Mas enquanto não vejo aqueles, este continua a ser uma boa distracção. 3/5
  2. "John Wick" - Eu adoro filmes com porrada, por isso é claro que adorei este filme! O Keanu Reeves não me parece ser dos actores mais expressivos, mas aqui essa falha, digamos assim, acaba por resultar bem a seu favor. E temos o Alfie Allen/Theon Greyjoy... Claro que dali só podia vir asneira! E como é possível criarem expectativa para um personagem só com uns "oh"? Porque, a sério! Sabemos que John Wick não é alguém com quem queremos ter de lidar quando duas ou três personagens respondem "oh". 3/5
  3. "X-Men: Days of Future Past" - Não sabia bem o que esperar deste filme devido a todo o burburinho e ao facto de juntar personagens das duas épocas do franchise. Penso que ia então preparada para o pior, sendo o pior algo como X3, mas acabei surpreendida. Sobretudo pelo facto de o Charles Xavier, na versão Patrick Stewart aparecer, depois de ter sido aniquilado pela Fénix. Sim, a cena após os créditos fazia pensar que a sua mente/consciência realmente não tinha sido destruída, mas ele aparecer como Sir Patrick Stewart e sem qualquer tipo de explicação?! Mas colocando isso de parte e outras questões como o Magneto fazer de novo uso total dos seus poderes, o resto pareceu-me bem conseguido e os dois castings foram usados de forma eficiente. 3,5/5
  4. "Ella Enchanted" - Mais um filme que gosto de ver sempre que apanho na televisão. Tem Cary Elwes, cena com música e dança no final, e o Hugh Dancy. Sinto que às vezes Hollywood sabe mesmo do que é que eu gosto e faz filmes para mim. E por isso peço desculpa a quem não gosta. 3/5

 

Empréstimos:

Livros:

[Vejo] Macbeth

por Carla B., em 11.07.15

Hoje andava a fazer uma vistoria pelos vídeos que tinha guardado para ver mais tarde e dei com a beleza que parece ser o filme do escocês.

 

"Battle"

 

"Coronation"

 

Teaser Trailer

 

Entretanto vou continuando à espera do "Enemy of Man"...

[Vi] "Jurassic World"

por Carla B., em 18.06.15

Retirado daqui.

 

Há vezes em que uma pessoa tem de confiar e seguir os seus instintos. Após ver um dos trailers do filme, em que toda a gente vibrava, incluindo o meu irmão, eu pensava "meh, acho que mais vale rever o primeiro". Pelo segundo trailer o meu irmão já me dava razão (YAY!)... Não é que o filme seja mau, ele entretém e eu até sou pessoa que fica facilmente entretida (gajos giros, explosões!), mas faltou-lhe algo que o primeiro tinha de muito especial.

 

Para começar, as personagens do primeiro eram mais convincentes e levavam a que uma pessoa ficasse interessada e se importasse realmente com o que lhes ia acontecer. Ora, é difícil torcer por uma pessoa que parece não ter nenhum interesse pelos seus sobrinhos. E não, a sua jornada, em que supostamente começa a preocupar-se, não foi nada credível parecendo que só se preocupa para não lhe virem a puxar as orelhas. Também não parece ter nenhuma paixão pelo que faz, chegando a parecer que lhe era aborrecido estar a administrar um parque com dinossauros! Os miúdos também não são assim tão interessantes como isso, para além de trazerem à baila temas que depois não são explorados, como o divórcio dos pais. Safa-se a personagem do Chris Pratt mas posso ser um pouco tendenciosa porque gosto de personagens que dizem piadas e além disso estamos a falar do sexy Chris Pratt.

 

Depois, a história... Até entendo a motivação para criar algo melhor, maior e mais arriscado, mas sou das que, como algumas personagens do filme, pensa que não há como melhorar os dinossauros porque... DINOSSAUROS! Só por si já são uma coisa de outro mundo! Mas vivo num mundo sem eles, se vivesse num mundo que os tem e cuja visita ao parque é tão banal como ir ao jardim zoológico (embora nem isso para mim seja banal), talvez tivesse uma ideia diferente, pelo que como disse até entendo. Ora, posto isto até nem tinha grandes problemas com o Indominus Rex mas tive, desde o trailer, com a "domesticação" dos raptors. Estes foram sempre, com o T-Rex, os maiores "vilões", digamos assim, os maiores antagonistas. Eu dei um salto no cinema, quando fui ver o primeiro filme ao IMAX em 3D, no momento em que um salta para tentar apanhar os protagonistas nas caixas de ventilação (?) e eu não sou muito de dar saltos. Eu sou aquela pessoa que, já tendo visto o "Parque Jurássico" umas dúzias de vezes, ainda acha que a cena da cozinha é das melhores cenas alguma vez feitas e em que fico agarrada ao assento mesmo sabendo como se desenrola! Domesticar raptors é contra natura! E não me falem no enredo de os quererem usar como armas militares. Como raio pensaram sequer nisso e não pensaram em usar, sei lá, leões ou outros animais selvagens antes? *revira olhinhos* Mas pronto, tive tempo para me habituar à ideia e durante o filme até fui engolindo essa história... até ao final.

 

Gostei quando raptors e Indominus confrontados se viram como parentes. A fé no filme cresceu e claro que sabia que o T-Rex ia aparecer (como não?), pelo que estava a ficar entusiasmada. A luta ia ser interessante! Mas de repente um dos raptors troca ali uma "piscadela de olho", um olhar cúmplice com o Owen (Chris Pratt) como que a dizer "vê! continuas a ser o meu alfa, agora dispara a coisa!" e foi-se a fé, começando o revirar de olhos. Mas ok, havia ali um laço, tudo bem, esforcei-me por engolir e desfrutar da luta titânica entre raptor, T-Rex e Indominus, quando de repente Mosassauro! E pronto, foi-se completamente a minha suspensão da descrença e desatei a rir que nem uma perdida no meio do cinema apinhado de gente. A sério, algo tomou conta de mim e só me ria com o ridículo de tudo aquilo. Parecia que estava a ver uma cena de Dino-Avengers! Conseguia imaginar alguém na produção do filme a dizer "3 dinossauros? Não, precisamos de mais carnívoros! Pterodáctilos! Precisamos da dino-força aérea! Como assim está tudo sob o efeito de tranquilizantes? Entre então a dino-frota marinha para ajudar a dino-força terrestre! Mas para a próxima que pelo menos um pterodáctilo fique por tranquilizar!!!" Sim, a minha mente faz filmes estranhos e com isto não conseguia parar de rir.

 

Como disse o filme entretém, houve quem gostasse, mas para mim faltou carisma às personagens, alguma credibilidade à história e faltou sobretudo a sensação de deslumbramento perante o encontro com um mundo perdido. Na verdade, não me pareceu haver amor por aquelas criaturas, não há fascínio, encanto como era notório com a personagem do Sam Neill, por exemplo. Há algum respeito, mas parece mais o respeito por mercadoria ou bem e não tanto respeito por um ser extinto que voltou a viver e que impõe respeito. "Ah e tal, passaram-se 20 anos, o parque está funcional, os dinossauros não são uma novidade como no primeiro", talvez... mas não me convenceu por completo. Apreciei como tentaram homenagear o primeiro filme - com a cena da t-shirt, a sequência de ADN animada, o icónico trecho da banda sonora (ainda hoje sinto arrepios quando oiço), o hall do primeiro parque, os carros, o gordo que tenta passar a perna aos protagonistas... - mas faltou-lhe magia e emoção pelo que só entreteve, não me moveu como aconteceu, e ainda hoje acontece, ao ver o "Parque Jurássico".

[Vejo] Batman vs. Superman: Dawn of Justice

por Carla B., em 19.04.15

O momento em que uma voz faz toda a diferença e passo de "isto parece aborrecido" a "OMD isto é a voz do Jeremy Irons eu preciso de ver isto!!!"

 

Tenho que claramente andar com mais atenção a castings porque eu não fazia ideia que o homem entrava no filme, ainda para mais a fazer de Alfred.

[Vi] "The Disappearance of Eleanor Rigby: Them"

por Carla B., em 04.03.15

Tirado daqui

 

Ultimamente tenho andado com interesse em filmes diferentes, que sejam gravados ao longo de 12 anos por exemplo, ou que dêem que pensar (mais não seja pela sua estranheza), como o "Under the Skin", por isso quando vi que este filme teria diferentes partes, ficou debaixo de olho.

 

Esta experiência, chamemos-lhe assim, tenta apresentar dois pontos de vista de uma mesma relação. Como não sabia porque ordem ver, se começar pela versão dela ou dele, acabei por optar pela visão de ambos. Não me arrependo já que fiquei com a ideia geral do que se passa entre eles e agora penso que será interessante debruçar-me sobre o ponto de vista de cada um.

 

A história parece começar a meio, e logo com uma espécie de murro no estômago, mas aos poucos vamos ficando a conhecer as personagens e as suas histórias, como chegaram a uma situação de ruptura e como tentam trabalhar numa relação que, de qualquer outro modo, parecia perfeita.

 

Um dos pontos fortes é sem dúvida a química entre os personagens. Talvez esteja a ser parcial, porque acho que o James McAvoy é perfeito brilhante em tudo o que faz e a Jessica Chastain, cujo trabalho não conheço tão bem, parece fazer também parte do grupo "actores que não conseguem errar". No entanto, o que mais gostei foi de como as duas personagens funcionam bem separadas. É óbvio que se amavam e que, apesar daquilo porque passaram, ainda sentem algo pelo outro, mas também são seres que funcionam fora da relação, algo que muita ficção esquece. Tal como esquece o trabalho que dá manter uma relação, e que por vezes há discussões, pelo que este filme fez-me lembrar em certa medida a trilogia "Before", o que é sempre bom. Assim, focando em indíviduos que fazem parte de um casal (que supostamente devia funcionar como uma unidade) acompanhamos a maneira com que cada um processa o mesmo acontecimento e lida com o que tudo isso suscita. É interessante ver como num momento em que deviam unir-se, o facto de terem personalidades diferentes e diferentes modos de lidar com a perda, acabam por se isolar e afastar-se um do outro.

 

O final pareceu-me um pouco deixado em aberto, espero que num dos outros seja algo mais concreto, mas mesmo que tal não suceda não vejo qualquer mal, pois tal como em "Before Sunrise" aposto que há 3 categorias de pessoas e de como encaram o final - aqueles que acreditam que ficam juntos, os que não o acreditam e aqueles que gostariam que tal acontecesse mas que duvidam. Mas qualquer que seja o final, a mensagem parece ser simples: a conversação é a melhor maneira para trabalhar uma relação, no entanto, é complicado quando parece que não há palavras para descrever o que se sente, ou a profundidade do que se sente, e os outros não conseguem ler mentes. O que fazer nesse caso? É isto que o filme explora e é por isso que o recomendo e que facilmente se transformou num favorito.