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Coisas que...

Coisas que...

30
Jul17

[Vi] "Dunkirk"

Carla B.

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Visto aqui.

 

Costumo dizer que se há uma coisa em que os filmes ganham à vida real, é no facto de terem banda sonora. Bem, o Christopher Nolan mostrou-me como posso estar algo errada. Em "Dunkirk" a banda sonora sobrepõe-se de tal forma à acção e à representação que fiquei a ansiar pelo silêncio.

"Dunkirk" como filme de guerra é bastante bom, chega bem perto da parte inicial de "O Resgate do Soldado Ryan", que para mim é das melhores sequências de um filme de guerra, nomeadamente de um que mostra um episódio da 2.ª Guerra Mundial. As 3 linhas narrativas também me pareceram bem conseguidas, a mostrarem-nos a tensão na praia/pontão, constantemente em busca de uma forma de sobreviver enquanto se (des)espera pela evacuação; no mar, com uma série de pequenos barcos (e seus donos) a irem em auxílio das tropas cercadas em Dunquerque; e no ar, com pilotos a tentarem defraudar os ataques aéreos alemães.

Surpreendeu-me o filme não ter um herói, um protagonista definido, e contar com boas interpretações de praticamente todo o elenco, bastantes dos actores desconhecidos para mim. É certo que há algumas personagens que têm maior foco que outros, mas no geral as actuações são bastante conseguidas, levando a investir-mo-nos no futuro destas personagens. No entanto, começa também a ser demais ver constantemente os mesmos actores em papéis em tudo semelhantes, como o James D'Arcy, pelo que estava constantemente a lembrar-me do filme "Tempo de Heróis", que também vi recentemente (tem o Sean Bean, adivinhem o que lhe acontece...).

O senão foi mesmo a banda sonora. Esta segue surfe constantemente em crescendo e intromete-se de tal forma que distrai. Além disso tenta manipular as emoções quando não me parece ser necessário. Pareceu-me que o silêncio, nomeadamente na iminência dos ataques aéreos alemães, ou o som próprio da guerra, seriam suficientes para imergir o espectador no filme, sendo que a banda sonora relembra constantemente que estamos a ver um filme.

Também me pareceu um pouco longo, sobretudo a meio, sendo que por diversas vezes a minha mente andava distraída do filme.

17
Jun17

[Vi] "Mulher-Maravilha"

Carla B.

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Visto aqui


Já por aqui tenho dito que eu sou mais Marvel que DC mas tenho que me confessar surpreendida por ter gostado deste filme. Em relação a outros da DC parece ter uma atmosfera mais leve, ainda que não tenha rido com nenhuma das piadas ainda que sejam bem conseguidas.

Pouco ou nada conheço da personagem principal, mas gostei da sua inocência quanto ao mundo humano e da confiança em si mesma. As restantes personagens cumprem bem o seu propósito e o enredo entretém, ainda que tenha percebido quem era o Ares assim que o ator apareceu em cena e a Mulher-Maravilha pareça sofrer também do Síndroma Frozen, ainda que seja um pouco mais convincente do que o Peter Quill.

03
Mai17

[Penso] Ainda sobre o "Harry Potter e a criança amaldiçoada" e a expansão de universos

Carla B.

Já faz uns meses que li a peça de teatro mas hoje tropecei neste vídeo na minha lista do Youtube para ver mais tarde (sim, estou uns valentes meses atrasada no que toca à visualização das minhas subscrições no Youtube e já muita coisa apaguei eu da lista).

 

A Rincey faz parte da equipa do Book Riot e é das poucas booktubers que sigo, pois não sou a maior fã deste meio de difusão, prefiro ler críticas. Nem todos os livros de que fala são do meu interesse mas revejo-me em algumas das suas opinões, como no caso presente. No entanto, o que me fez divulgar aqui o vídeo é a última parte, onde ela se debruça sobre a presente expansão de universos a que se assiste, tanto no meio editorial como cinematográfico.

 

 

Eu sou aquela pessoa que, se a J.K. Rowling publicar uma História de Hogwarts, irá comprar o livro mas muito sinceramente, não quero saber. Não me interessa ver o filme dos "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los ", ou lá como é a tradução, apesar de ter o livro em casa. Não tenho grande interesse em aprofundar a relação entre o Dumbledore e o Grindelwald. Na verdade, até fico parva por não participar assim tanto no site Pottermore como pensava que viria a acontecer. Para mim acabou, aquela história chegou ao fim. Estes acrescentos pouco mais trazem e como a Rincey, muito provavelmente até virei a ler conforme me interessar.

 

Mas dá que pensar. Sobretudo quando vemos, tal como ela menciona, o James Bond ou, como aconteceu no ano passado ou há dois, "ressuscitam" o Poirot ou continuam uma série após a morte do autor. Entendo no caso do Robert Jordan e do Brandon Sanderson, o último já vinha a trabalhar na série Wheel of Time, e do Christopher Tolkien que edita e publica escritos do pai. Mas contratar alguém como fizeram para o último livro do Poirot, pensar que alguém pode pegar numa personagem de um autor que faleceu e criar assim uma obra... Acho que revela alguma desinspiração.

 

Sim, eu já li livros baseados nas personagens da Jane Austen e até livros da Jane Austen onde foram adicionados zombies, mas nunca foram das leituras mais memoráveis, de facto nunca chegaram perto do original, pelo/a escritor/a original. Sou das maiores consumidoras dos recontares de mitos e tal, mas não posso deixar de ficar algo inquieta quando vejo este tipo de situação. E como há autores que podiam perfeitamente ter o seu nome publicado de forma independente daqueles escritores que vieram antes e tanto impacto tiveram na cultura ocidental, escrevendo e desenvolvendo histórias suas e personagens seus.

 

Espero não dar a ideia de que não aprovo estes escritos. Acho que fanfiction é saudável, uma forma perfeitamente legítima de interagir com as personagens que tanto dizem a leitores, mas o facto de ver este tipo de leituras publicadas, ainda por cima de forma quase que "sancionada" (faltando melhor termo) deixa-me tão desanimada como a aparente falta de criatividade no cinema, que leva à mesma situação.

30
Abr17

[Vi] "Guardiões da Galáxia Vol. 2"

Carla B.

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Imagem daqui.

 

Eis algo de que não estava à espera, de chorar com o segundo filme de "Guardiões da Galáxia". E de facto, durante a maior parte do filme fartei-me foi de rir. As piadas estão muito bem conseguidas, o timing é perfeito, e o Drax (Dave Bautista) tem tiradas fenomenais. Ele e o Baby Groot foram o que mais gostei no filme! Mas o final partiu-me o coração, que já de si estava partido, pois toda a atmosfera está muito próxima de algo que vivi muito recentemente.

 

Parece-me um filme bem conseguido, ainda que a início a história pareça algo inconsequente e sofra do que eu agora chamo de Síndroma Frozen, onde uma personagem descobre o amor e de repente sabe dominar TODOS os seus poderes. Tem algumas aparições que eu NÃO ESTAVA DE TODO À ESPERA e foram brilhantes! Responde a algumas questões, coloca outras, há sequências e revelações que se adivinham à distância... enfim, nada que não seja hábito num filme da Marvel.

 

Em conversa com o meu irmão percebi de facto como por vezes procuramos coisas diferentes nos mesmos filmes. Ele é mais DC, atmosfera mais dramática, temas mais densos, e eu sou mais Marvel, fogo de artifício, situações over the top e cenas hilariantes. Não quer dizer que não goste de coisas mais sérias, porque gosto, mas também gosto de entretenimento que não me faça pensar muito e me deslumbre. Ao ver um dos trailers que passaram antes do filme, o do "King Arthur: Legend of the Sword" do Guy Ritchie, percebi o quanto por vezes não me interessa que não tenham rigor histórico, histórias dramáticas e sei lá que mais. Há filmes que são apenas mindless fun e por vezes são exactamente o que eu procuro e adoro.

 

"Guardiões da Galáxia Vol. 2" é um exemplo de tal, mesmo comigo a chorar como uma Maria Madalena no final.

26
Mar17

[Vejo] Últimos trailers

Carla B.

Não tem sido fácil manter-me a par de tudo o que vai saindo, seja livros, filmes ou séries televisivas. No entanto, hoje tropecei em 3 trailers e deixo aqui as minhas reações.

 

Justice League

O que mais gostei neste foi a banda sonora. E o Jason Momoa... Agora a sério, depois do "Superman v. Batman" as expectativas estão muito em baixo e o trailer parece-me só mais um.

 

American Gods

Ok, confesso que me lembro pouco do áudio-livro, a não ser que gostei (para mim Gaiman é bom de todas as formas, menos lido em formato livro), mas assim que ouvi que o Ian McShane seria o Mr. Wednesday soube que tinha de ver.

 

The Handmaid's Tale

De todos, esta série é a que mais ansiosa estou por ver. Adorei o livro, que me fez automaticamente fã da Margaret Atwood, e do qual só posso recomendar a leitura. Tenho visto muita gente, devido ao clima político que hoje se vive, sugerirem a leitura do 1984 de George Orwell mas, não tendo lido esse, recomendo este The Handmaid's Tale

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