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Coisas que...

Coisas que...

30
Dez17

[Pondero] Revendo 2017

Carla B.

 

Até os melhores planos vão por água abaixo. Eu tentei, a sério que tentei responder e agendar tudo de uma vez, mas coisas foram acontecendo e o resultado foi nada. Mas não vale a pena estar a lamentar-me por isso, é algo que não interessa e a que posso sempre tentar voltar.

 

Agora a minha ideia era fazer um balanço deste ano. Sinto que é algo terapêutico, olhar para trás e fazer uma (ainda que breve) avaliação. O objectivo para este ano era continuar e sim, continuei mas a coisa nem sempre foi fácil. Já o desejo, não sei se consegui estar sempre e muito menos cuidar de mim.

 

Para começar, eu sei que tenho o problema de fixar-me no que de mal acontece e eu sei que isso não é bom, pelo que foi difícil ultrapassar perdas, as (muitas) dúvidas, e sobretudo o sentimento de impotência perante todas as injustiças que vejo. Voltou, como há muito não sentia, a vontade de desistir porque estou cansada de tudo o que me rodeia. Mas fiquemo-nos por aqui e passemos agora as coisas boas!

 

  • Conheci a Lídia Jorge;
  • Consegui que a Inbox estivesse a zero, e assim a tenho conseguido manter;
  • Mudei radicalmente o corte de cabelo, andei com ele bem mais curto do que o costume e pintei-o de cor-de-rosa, ainda que mais para meio do ano tenha vindo a apostar num tom mais violeta que não choca tanto com o castanho natural;
  • Participei, com relativo sucesso, em desafiosmaratonas literárias, e mesmo num desafio promovido por meninas aqui do charco;
  • Fui a um museu sozinha e visitei as reservas de outros, para além de ter andado a passear com a família;
  • Já tenho, pelo menos, uma pós-graduação;
  • Descobri novas coisas para ouvir, ouvi fado ao vivo, bem como a orquestra do São Carlos, ainda por cima a tocar músicas da Disney e do Andrew Lloyd Webber;
  • Li bem mais do que estava à espera, sendo que comecei com o objectivo de ler 12 livros, e foram na sua maioria boas leituras.

 

Enfim, até houve bons momentos. Para 2018 é isso que quero, fixar-me no bom.

12
Out17

[Pondero] Em modo automático

Carla B.

O desafio do alfabeto literário para além de ter sido giro de participar, serviu também para testar colocar este blog em modo automático. E devo dizer que teve sucesso! Apesar de algumas perguntas incidirem mais sobre o momento da publicação (como este post, por exemplo), a maior parte diziam respeito a coisas que penso sobre livros e leituras, e ainda que a opinião possa mudar, não é em algumas semanas em que tal tende a acontecer.

 

E assim experimentei agendar posts para cerca de duas semanas, a saírem 3 vezes por semana, e eventualmente um post mais recente, algo que me passava pela cabeça e que tinha que deitar para fora, geralmente publicado ao fim de semana. Pela primeira vez fiz um calendário editorial para o blog, mais não fosse para agendar correctamente as respostas ao desafio, e isto levou-me a considerar...

 

O meu tempo de momento é escasso. Trabalho a tempo inteiro, sendo que neste exato momento as minhas funções alteraram-se devido a factores que não interessam para aqui, estou a tentar fazer a parte não curricular do mestrado também a tempo inteiro e inscrevi-me num curso de línguas em horário pós-laboral. Tudo isto significou uma alteração do meu horário de trabalho (adeus fins de semana! ), significa (muitas) leituras, bem como escrever e stressar. Posso ainda ter a possibilidade de fazer uma pequena residência profissional num local de sonho para mim! No entanto, terei também de abdicar de algumas coisas para me concentrar em tudo isto, sobretudo querendo concluir o meu maior objetivo no mais curto prazo. Assim, e para não abdicar de tudo, como deste blog, resolvi colocá-lo em modo automático acabando por responder aos restantes desafios a que me tenho proposto e não tenho levado até ao fim. Ou seja, acabar de responder aos desafios das 52 semanas e Uma paixão chamada livros.

 

Assim, e para fazer render o peixe, a partir do próximo sábado e durante as próximas 24 semanas sairá um post dedicado ao primeiro desafio. Acabando aquele, deverei passar para o segundo, ainda com a periodicidade a ser pensada. Tentarei cá dar outros saltos, se me for possível fazê-lo, mas assim já não parecerá que este blog foi abandonado.

28
Jun17

[Pondero] TAG dos 50% - 2017

Carla B.

Não sou de fazer este tipo de coisas mas pensei "e porque não"? Não é que tenha resposta para muitas destas questões mas sempre dá para falar um pouco do que tenho vindo a ler.

Vi no canal da Joana - Ler Com Lobos, onde podem encontrar quem criou e traduziu. Ela adaptou também algumas perguntas, mas vamos ao que interessa...

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017.

Não é propriamente um livro mas não há volta a dar, todos os que li do George R.R. Martin este ano, ou seja de A Tormenta de Espadas a Os Reinos do Caos.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2017.

Vide resposta anterior.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

Epá, eu ando muito por fora do que tem vindo a ser publicado mas do que tenho visto, talvez o do Rodrigo Guedes de Carvalho. Tenho o primeiro livro dele por ler, cá em casa, mas foi uma compra da minha mãe porque não me chamou tanto a atenção como a ela. Já este último, confesso que fiquei bastante mais curiosa e estive quase para o trazer durante a Feira do Livro.

Se falarmos de livros que saíram em Portugal este ano mas que já tinham saído lá por fora, ora de momento só me lembro de Uma Magia Mais Escura e o Nimona.

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.

Lá está, também não faço ideia.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.

O que estou a ler neste momento, Persephone por Julian Stockwin. É certo que ainda só vou a meio, mas eu à espera de um Sharpe do Bernard Cornwell e sai-me um muito mau amanhado Persuasão da Jane Austen.

Também estava à espera de outra coisa ao ler Museums and the Interpretation of Visual Culture. E não falemos de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.


Racismos de Francisco Bethencourt, apesar de ter demorado 2 meses a lê-lo, foram 2 meses bem empregues. A análise que faz da evolução da visão do outro, do preconceito, e a chegada à teoria das raças, passando pelos mais bárbaros actos que se fizeram, em toda a Humanidade, contra seres humanos... É uma análise bastante pertinente, que faz avaliar os nossos próprios preconceitos, como muitos são moldados pela sociedade, e qual a sua raiz. Num momento em que, mais que tudo, é preciso acolher o outro, aconselho sem dúvida esta leitura, que de resto serviu de ponto de partida para uma exposição que se encontra patente no Padrão dos Descobrimentos, em Belém (Lisboa).

Também me surpreendeu Didáctica del Museo: el descubrimiento de los objectos, por focar um tema que me interessa profissionalmente. Acabou por ser o que esperava que Museums and the Interpretation of Visual Culture tivesse sido.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

O que tenho lido é sobretudo autores de que já conhecia a escrita, e os novos que tenho lido não têm sido particularmente marcantes.

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Nenhum.

9. Seu personagem favorito mais recente.

Não é propriamente favorito e não é propriamente recente, mas o arco do Theon em As Crónicas de Gelo e Fogo foi das coisas que mais gosto me deu ler este ano e foi a personagem que, de longe, mais gostei de acompanhar.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

Sinceramente não me recordo. Tenho chorado muito mas (infelizmente) não têm sido os livros a provocar-me as lágrimas.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

Apesar de não ter gostado, talvez tenha sido Harry Potter e a Criança Amaldiçoada a deixar-me mais feliz. A expectativa de regressar a Hogwarts, acompanhar personagens que tanto me marcaram...

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017.

Não faço ideia. Tenho visto algumas adaptações mas ainda não li os livros que lhes deram origem. Penso que o único que vi e li foi A Rapariga com Brinco de Pérola mas nem livro nem filme foram memoráveis.l

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Até agora a que mais gostei de ver foi a da Rincey sobre o Harry Potter e a Criança Amaldiçoada e a de ouvir foi na Roda dos Livros, onde algum dos presentes falou sobre o J.G. Ballard de uma maneira que eu não consigo, ou seja, de maneira coerente. Quanto a ler, de momento não me recordo de nenhuma mas culpo toda a gente que tem falado sobre Uma Magia Mais Escura, sobretudo a Célia e a Patrícia, que já deveriam de saber que uma pessoa não precisa de ler mais boas opiniões sobre livros de fantasia...

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

Esta é fácil! Oh para O Mundo de a Guerra dos Tronos! Ok, a foto não lhe é favorável mas o do Eco também não é desagradável à vista...



15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Precisarei de ler muitos, que de momento não são para aqui chamados, mas gostava de ler, ou melhor, ouvir o áudio-livro The Year of the Flood da Margaret Atwood. No entanto, vou lendo o que posso e o que quero, porque como o tempo livre não tem sido muito e nem sempre tenho cabeça para leituras, tenho preferido ir ao sabor do que me apetece num determinado momento.

02
Abr17

[Pondero] 10 anos de vida profissional

Carla B.

frases-escolhe-um-trabalho-de-que-gostes-e-nao-teras-qu-confucio-9953.jpg

Retirado daqui.

 

Fez agora, nas últimas semanas de Março, 10 anos que arranjei um emprego e comecei a ganhar a vida, a minha indepêndencia financeira. Parece que era tão miúda quando comecei a trabalhar.

 

Ainda estava a acabar o curso e aconteceu de um momento para o outro. Pode-se dizer que estava no local certo, à hora certa, quando soube de uma vaga e tive uma célere entrevista nesse próprio dia. Comecei a trabalhar no seguinte.

 

Entretanto já passei por 4 entidades, estou na quinta, ainda que na verdade 3 possam ser consideradas uma só. Já fui fazendo de tudo um pouco, desde trabalhar em contexto de obras, a trabalhar rodeada das mais belíssimas obras de arte e trabalhar à secretária em frente de um computador.

 

Sou de facto uma sortuda. Felizmente só estive mês e meio desempregada nestes 10 anos, e sempre fui fazendo o que gosto ou fui descobrindo o que gostava de fazer nos vários sítios por onde passei.

 

Conheci pessoas extraordinárias, conheci pessoas que não valem a ponta de um corno. Aprendi com ambas e continuo todos os dias a aprender.

 

Gosto tanto de aprender que voltei aos estudos, para saber ainda mais sobre o trabalho que faço e que posso vir a fazer. Porque, ao contrário de certas pessoas, eu realmente reconheço que pouco sei. Humildade talvez seja algo que agora me falte, mas sou humilde o suficiente para saber que quem está há mais tempo num local saberá mais que eu, e que fora das paredes do meu local de trabalho há conhecimento, na minha área, a ser produzido todos os dias. Não quero mudar o mundo, mas se vejo algo que posso mudar, porque não o fazer? Se vejo algo que merece critica, porque não falar? Afinal de contas, já tenho 10 anos de experiência na área. Ainda tenho muito para aprender mas já tenho alguma bagagem.

 

Agora, o que vão trazer os próximos 10 anos?

 

08
Jan17

[Pondero] Revendo 2016

Carla B.
 

Uma foto publicada por Carla B. (@whitelady3) em

 

Não era minha intenção aqui voltar, mas não estava a conseguir concentrar-me sem colocar por escrito o que vai na minha cabeça desde o fim de 2016. Deve ser força do hábito. Era costume, quando andava mais ativa pela blogosfera (ou pela internet, diga-se), fazer um balanço do ano que passava e tentar olhar para o ano que chegava e ver o que me poderia reservar. Ora, sempre constatei que se fazia resoluções, não as cumpria, se tentava adivinhar o que vinha, trazia sempre coisas diferentes.

 

Ora 2016 não foi diferente nesse aspeto. Felizmente, não foi dos piores anos para mim, e depois do que presenciei em 2015 bem era preciso uma pausa. Ainda assim, trouxe algumas tristezas a pessoas de quem gosto, mas trouxe sobretudo desafios a outras, a quem espero (e desejo com toda a força) que tudo corra bem e sempre pelo melhor.

 

2016 também me trouxe desafios. Por um lado estive envolvida num dos projetos que mais gozo me deu nos últimos tempos, ainda que também trouxesse algumas dores de cabeça; por outro, deu um forte empurrão para o que viria a seguir. Na verdade, foram sucedendo sucessivos empurrões e pronto, lá me rendi e avancei para um mestrado. Já tinha ponderado por outras vezes, sobretudo depois de acabar a licenciatura e começar a trabalhar, voltar aos estudos mas a coisa foi esmorecendo com o tempo. Tenho vindo a aprender tanto fora de uma sala de aula que entretanto comecei a temer voltar para uma, no entanto, gosto tanto daquilo que faço e pretendo continuar a fazê-lo (espero que por muitos e longos anos), que depois de algumas indecisões, algumas conversas, algumas sondagens, achei que seia desta.

 

Conclusão? Estou a adorar! Adoro o tema, gosto das aulas, dos meus colegas, dos trabalhos que tenho feito… É verdade que há dias em que é díficil conjugar tudo, trabalho, família e amigos, hobbies (o que infelizmente levou ao adeus do Só Ler Não Basta - último vídeo aqui), mas está a ser uma experiência enriquecedora. Sim, o que tenho aprendido no meu dia-a-dia e em contexto de trabalho é importante, mas faltava-me tanto a parte teórica, o perceber porque é que as coisas são feitas deste modo, o olhar de forma crítica, conhecer outras experiências… É tudo tão enriquecedor que dou por mim a gostar ainda mais do que faço e a querer ser sempre melhor e saber cada vez mais.

 

Mutts_2016-2017

Imagem daqui.

 

Assim, para este ano só tenho um objetivo, continuar. Continuar a aprender, aprender sempre e com toda a gente, com todas as experiências com que me deparo. E como desejo, só desejo ser mais presente e melhor para os que me rodeiam. E desejo cuidar de mim, que isto de andar a correr de um lado para o outro é extasiante mas esgota e tenho que me lembrar de parar, descansar e tirar a cabeça de um mundo, porque mudança de ares (e de tipo de leitura) faz sempre bem.

 

E agora perdoem-me mas tenho que voltar ao estudo que o semestre está a chegar ao fim.

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