Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Coisas que...

[Penso] Ora...

por Carla B., em 27.06.17

o segundo semestre já está! Agora é aproveitar o descanso e ir fazendo alguma pesquisa, que em Setembro a coisa é para voltar a levar a sério.

[Penso] Ora...

por Carla B., em 03.06.17

Acabaram-se as aulas, os trabalhos foram entregues e as apresentações orais foram feitas. Já só falta saber as notas mas acho que posso dizer que este semestre também já está.


Pensei que seria mais fácil que o primeiro, tendo em conta que o primeiro implicava regressar a uma realidade da qual estava afastada há uns 10 anos. Mas não, comparado com este o primeiro semestre parece que foi feito com uma perna às costas.


Nunca consegui entrar no ritmo, dei-me conta de quanto os sábados de manhã sem aulas eram produtivos e foram essenciais durante o primeiro semestre. Além disso, ver uma pessoa que amava ser diagnosticada com leucemia e perdê-la de forma tão repentina... fez-me mergulhar de cabeça nos trabalhos, embora nunca a 100%.

Pelo que pronto... estou à espera dos resultados. Acho que não vão ser tão bons como os do primeiro semestre mas ter conseguido fazer tudo parece já uma vitória.

[Penso] Ainda sobre o "Harry Potter e a criança amaldiçoada" e a expansão de universos

por Carla B., em 03.05.17

Já faz uns meses que li a peça de teatro mas hoje tropecei neste vídeo na minha lista do Youtube para ver mais tarde (sim, estou uns valentes meses atrasada no que toca à visualização das minhas subscrições no Youtube e já muita coisa apaguei eu da lista).

 

A Rincey faz parte da equipa do Book Riot e é das poucas booktubers que sigo, pois não sou a maior fã deste meio de difusão, prefiro ler críticas. Nem todos os livros de que fala são do meu interesse mas revejo-me em algumas das suas opinões, como no caso presente. No entanto, o que me fez divulgar aqui o vídeo é a última parte, onde ela se debruça sobre a presente expansão de universos a que se assiste, tanto no meio editorial como cinematográfico.

 

 

Eu sou aquela pessoa que, se a J.K. Rowling publicar uma História de Hogwarts, irá comprar o livro mas muito sinceramente, não quero saber. Não me interessa ver o filme dos "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los ", ou lá como é a tradução, apesar de ter o livro em casa. Não tenho grande interesse em aprofundar a relação entre o Dumbledore e o Grindelwald. Na verdade, até fico parva por não participar assim tanto no site Pottermore como pensava que viria a acontecer. Para mim acabou, aquela história chegou ao fim. Estes acrescentos pouco mais trazem e como a Rincey, muito provavelmente até virei a ler conforme me interessar.

 

Mas dá que pensar. Sobretudo quando vemos, tal como ela menciona, o James Bond ou, como aconteceu no ano passado ou há dois, "ressuscitam" o Poirot ou continuam uma série após a morte do autor. Entendo no caso do Robert Jordan e do Brandon Sanderson, o último já vinha a trabalhar na série Wheel of Time, e do Christopher Tolkien que edita e publica escritos do pai. Mas contratar alguém como fizeram para o último livro do Poirot, pensar que alguém pode pegar numa personagem de um autor que faleceu e criar assim uma obra... Acho que revela alguma desinspiração.

 

Sim, eu já li livros baseados nas personagens da Jane Austen e até livros da Jane Austen onde foram adicionados zombies, mas nunca foram das leituras mais memoráveis, de facto nunca chegaram perto do original, pelo/a escritor/a original. Sou das maiores consumidoras dos recontares de mitos e tal, mas não posso deixar de ficar algo inquieta quando vejo este tipo de situação. E como há autores que podiam perfeitamente ter o seu nome publicado de forma independente daqueles escritores que vieram antes e tanto impacto tiveram na cultura ocidental, escrevendo e desenvolvendo histórias suas e personagens seus.

 

Espero não dar a ideia de que não aprovo estes escritos. Acho que fanfiction é saudável, uma forma perfeitamente legítima de interagir com as personagens que tanto dizem a leitores, mas o facto de ver este tipo de leituras publicadas, ainda por cima de forma quase que "sancionada" (faltando melhor termo) deixa-me tão desanimada como a aparente falta de criatividade no cinema, que leva à mesma situação.

[Penso] A vida é injusta...

por Carla B., em 28.04.17

e ainda por cima demasiado curta. Sobretudo desde 2015 que tenho constatado de perto, bem de perto, este facto.

 

Sim, perdi pessoas antes, algumas deixaram um buraco enorme que não volta a ser preenchido, mas desde 2015 que tenho assistido, infelizmente, a um sofrimento tal, por parte das pessoas com quem convivo todos os dias e que vim a amar e admirar, que me tem levado a várias mudanças.

 

Começou pelo abandono de um cantinho e o surgimento deste. Ainda não consigo explicar porque tive de abandonar o outro, mas cada vez que lá volto sinto que já não me retrata. Sinto que já não sou aquela pessoa, que tinha começado a trabalhar e enfrentava a vida com esperança. A esperança, de resto, parece ter ido à vida.

 

Depois levou à sensação de estar presa, que levou a diversas conversas e que culminou na minha inscrição num mestrado. Está a dar-me um trabalhão do caraças, mas é tão recompensador! Assim como o é perceber que tenho a felicidade de fazer o que gosto, de aprender sobre coisas que me dão um gozo do caraças, que me levam a mexer em peças, e sei lá que mais coisas, que nunca pensei poder alguma vez fazer. Perceber que realmente dá para andar a escavar dentro de museus! Que o trabalho num museu é tão mais do que as exposições que mostra. Que muito desse trabalho envolve pó (e alergias) mas que é tão satisfatório! Que há tantas, mas tantas histórias para contar!

 

Por fim (ou será realmente o fim?), e para ganhar alguma espécie de controlo sobre o mundo, porque é possível ainda que o mundo tenha constantemente outros planos, fiz maluqueiras com o cabelo. Cortei-o bastante curto no passado mês de Outubro e há umas semanas ainda o cortei mais e fiz madeixas rosa. Por mim até pintava o cabelo todo, porque se a Helen Mirren o fez eu também posso, mas ter que descolorar o cabelo todo pareceu-me muito trabalhoso e aborrecido.

Life Plan

Imagem daqui.

 

Vejo agora a vida com outros olhos, lá está porque a vida é demasiado curta e injusta. Para quê todos os aborrecimentos, invejas e sei lá que mais? Sim, volta e meia passo-me mas respirar fundo tem ajudado a ganhar a compostura. Porque a vida é curta, tento seguir o conselho do Raul Solnado e estou decidida a fazer o favor de ser feliz.

[Penso] Quem corre por gosto...

por Carla B., em 11.03.17

... também cansa. É, sem dúvida, um tipo de cansaço diferente. É um daqueles cansaços que nos deixam com um sorriso, um sentimento de dever cumprido, de orgulho no que se acabou de fazer. Mas sim, até quem corre por gosto se cansa.

[Penso] Sobre ler os livros favoritos de alguém

por Carla B., em 05.03.17

Não escondo que o meu gosto por livros vem da minha mãe. E ainda hoje, apesar de ela já não ler (prefere dedicar-se a outras coisas, mais recentemente fez-me uma camisola, por isso nada contra ) é com ela que muitas vezes partilho as minhas leituras.

 

Tento fazê-lo como ela, contando a história toda (sim, devemos ser as campeãs a spoilar, mas que fique bem claro só ela me pode spoilar) e as emoções que tive ao ler. Foi assim que durante 20 anos conheci alguns livros, os preferidos dela: O Clã do Urso das Cavernas de Jean Auel, As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, As Mulheres da Casa do Tigre de Mercedes Lackley, André Norton e Marion Zimmer Bradley, O Vale dos Cinco Leões de Ken Follet, O Perfume de Patrick Süskind, O Tesouro dos Czares de Konsalik e Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos.

 

Durante muito tempo fiquei reticente em ler aqueles livros, como a autora deste artigo, mas entretanto venci o medo (só me falta concluir a leitura de As Brumas de Avalon e ler os dois últimos) e descobri boas surpresas. Apesar de não ter gostado tanto daqueles títulos como a minha mãe, consegui perceber o que tanto ela gostou neles e assim senti-me mais próxima dela. Se custou falar do que achei, num caso ou outro? Um pouco, mas a partilha da experiência ainda enriqueceu mais a nossa ligação, acho eu, porque ao falarmos de algo em comum, de algo por vezes tão pessoal como a experiência da leitura, dá a conhecer um outro lado de nós que talvez não seja assim tão evidente, até para quem nos criou.

[Penso] Sozinha mas raramente só

por Carla B., em 23.02.17

23-Often-alone.jpg

 Visto aqui.

[Penso] Desabafo

por Carla B., em 17.02.17

Escrevi há tempos num bloco

Ser adulta é ouvir bocas e calar. É saber não perder as estribeiras enquanto, mentalmente, se manda toda a gente à merda.

Continuo a pensar isto, mas fica cada vez mais difícil reagir de tal modo.

 

Há dias... quer dizer, nem são dias...

 

Há sobretudo pessoas... Pessoas contra quem me apetece soltar a varina que há em mim, colocar as mãos na anca e apregoar que não sou eu que tenho de estar de consciência pesada por nada do que faça ou deixe de fazer. Afinal não fui eu que me enrolei com um homem casado. Mas isso seria descer ao nível dessa pessoa.

 

Há pessoas a quem me apetece dizer que se me invejam as "benesses" que tenho, também podiam invejar o meu trabalho. Aliás, por mim até trocava pois era da maneira que, saindo porta fora, acabavam-se as minhas preocupações, e não tinha, como tantas vezes acontece, que levar trabalho para casa. Mas isso é ter responsabilidades, e disso fogem eles a sete pés.

[Penso] Ora...

por Carla B., em 15.01.17

... parece que um semestre já está, só faltam outros três.

[Penso] Preguiça

por Carla B., em 13.02.16

Ter um monte de coisas para fazer e ficar antes no sofá a ver filmes ou episódios de séries que já foram vistas, ou com sorte apanhar algo novo na televisão.

 

Ter onde ir mas vontade nenhuma de sair de casa num dia cinzento.

 

Poder fazer um monte de coisas com um monte de pessoas, mas preferir ficar só.