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Coisas que...

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26
Jul17

[Desafiam] Book Bingo | Leituras ao Sol - Actualização #1

Carla B.

Passando pouco mais de um mês desde o início deste desafio, achei por bem fazer uma atualização até porque, como sempre acontece, até posso ter planos mas nunca os respeito! Neste caso, comecei por pegar em livros e categorias que não tinha ainda decidido ler, contrariando a listagem que havia feito aqui.

No entanto, a coisa está a correr muito bem (demasiado bem ), veja-se o estado do cartão neste momento:

BookBingo_LeiturasAoSol-1.png

Encontram-se preenchidas as categorias:

 

Capa que te lembre o verão

 

Para desanuviar e fazer jus ao tempo que faz lá fora, comecei um romance contemporâneo bastante leve. A história de Sweet Contradiction não é nada de especial - rapariga de cidade pequena e com pais conservadores, regressa à cidade natal depois de anos fora e encontra o amor da sua vida - mas a química entre as personagens e alguns dos seus dramas (nomeadamente a perda de alguém) foram suficientes para me manterem interessada no que estaria reservado para as personagens.

Passado num continente diferente

 

Podia ter sido tão mais inventiva nesta categoria mas, depois de ter ficado tão agradada com Sweet Contradiction, senti a necessidade de continuar a 'série' e saber o que aconteceria com outras duas personagens. Achei Perfect Contradiction menos conseguido, a história pareceu-me muito mais forçada, a química inexistente e a voz interior da personagem feminina em pouco se diferenciava da do livro anterior, de tal modo que em diversos momentos, quando ambas estavam juntas, esquecia-me qual delas é que estava a seguir.

Adaptado TV/Cinema

 

Trouxe este livro da biblioteca por impulso e não me arrependo. Havia já bastante tempo que havia visto o filme "As Cinzas de Ângela", de que gostei bastante e, desde então que dizia para mim que leria o livro. Lembrava-me apenas de que a história era triste e de que havia muita miséria, e realmente assim acontece, ainda que tudo nos seja relatado com a inocência e esperança de uma criança. No entanto, quando chega aos 14/16 anos, o mesmo tom inocente já não funciona tão bem. Não sei até que ponto estas memórias do autor serão verdadeiras, mas sem dúvida de que aconselho que lhe dêem uma hipótese. Ou ao filme...

Recomendado

 

Já falei sobre Os viajantes e o 'livro dos museus'  aqui.

Emprestado

 

Também já falei sobre Viver e resistir no tempo de Salazar. Histórias de vida contadas na primeira pessoa no mesmo post acima.

Ainda não há linhas feitas mas o que estou a ler de momento pode ser colocado ali no "género preferido" pelo que pode não faltar muito...

24
Jul17

[Desafiam] 24 in 48 Readathon

Carla B.

Depois de me ter corrido bastante bem a primeira experiência nesta maratona literária, voltando ela a ocorrer não podia deixar passá-la.

Desta vez o objectivo era simplesmente ler. Tendo em conta que foi o primeiro fim-de-semana completo que tive em Julho, sabia que não passaria grande parte do tempo a ler, porque teria outras coisas para fazer, como pôr o Youtube e o Feedly em dia (alas, ainda não foi desta...), ou vegetar em frente da televisão.

Propus-me então a ler dois livros, que tinha de devolver esta semana à biblioteca, mas pasme-se, li mais do que estava à espera! No total li cerca de 12 horas, acabei dois livros, um deles lido integralmente durante a maratona, li 18% de um e-book e cerca de 120 páginas de The Eyre Affair do Jasper Fforde.


Para mim foi um sucesso! Venha a próxima!

Sobre os livros em si...

Comecei por pegar em Os viajantes e o 'livro dos museus' de João Carlos Brigola, que me havia sido recomendado num seminário do curso de mestrado. Tinha tudo para eu gostar, já que se trata da selecção de escritos epistolares e de diários de viagem, estilos que aprecio bastante, que se debruçam sobre colecções e museus em Portugal nos séculos XVIII e XIX. No entanto, e apesar de conhecer bastante das mesmas colecções e museus retratados, sinto que poderia ter sido dado o contexto dos mesmos, apresentando não os escritos de forma cronológica mas de acordo com o objecto da descrição. Assim, acaba por ser interessante por mostrar como que uma evolução geral da museologia em Portugal, mas os detalhes de cada instituição/colecção acabam por se perder. É sem dúvida uma leitura para quem já conhece o panorama e não para quem procura uma primeira abordagem.

Seguiu-se Viver e resistir no tempo de Salazar. Histórias de vida contadas na primeira pessoa, por Maria Alice Samara e Raquel Pereira Henriques. O livro divide-se em duas partes - "viver" e "resistir" - e conta com excertos de entrevistas levadas a cabo pelas autoras a 20 pessoas, algumas delas bem conhecidas dos meios políticos e sociais, que dão a conhecer como foi viver durante o período de ditadura fascista. Confesso que me interessou mais a primeira parte, em que revi muito do que oiço a minha avó e outras pessoas da sua faixa etária contarem, nomeadamente no que ao quotidiano diz respeito, mas a segunda parte também tem o seu interesse, mais não seja por manter viva a memória de um tempo de resistência, e de como essa resistência leva a mudanças. Este sim, parece-me ser bastante útil para quem pretende iniciar um estudo sobre a época. Tinha algum receio que fosse maçudo mas não, pelo contrário é bastante acessível, muito coloquial e dinâmico, quase que como um ouvir contar histórias.

Quanto ao e-book, tenho de confessar que desisti aos 18%. At Any Price de Brenna Aubrey foi a escolha para o Vaginal Fantasy do mês de Julho e, estando disponível na loja da Amazon para o Kindle (apesar de o meu ter falecido... paz à sua alma...), bem como querendo eu ouvir falar de livros (tenho saudades do SLNB ), achei que poderia aproveitar. No entanto, em cerca de hora e meia revirei tanto os olhos (que até pensei que poderia vir a fazer um drinking game bebendo cada vez que aparecia uma situação de fazer revirar os olhinhos) que fui espreitar o tópico de discussão (link tem spoilers) no grupo do Goodreads, para ver o que me esperava. Vendo pessoas com os mesmos problemas que eu estava a ter com o livro e spoilando-me para ver se o resto valia a pena, resolvi ficar por ali.

Assim, passei para a escolha de livro alternativa do mesmo grupo, e até agora estou a gostar bastante.

10
Jul17

[Ouvi/Li] "Sacred Hearts" de Sarah Dunant

Carla B.

6676815.jpg

Retirada daqui.


Ena pá, é o segundo áudio-livro que oiço em muito tempo! Felizmente o trabalho permite-me que vá ouvindo coisas e após colocar os podcasts em dia (que entretanto voltaram a deixar de estar) lá parti para mais um livro desta autora que me conquistou com o seu O Nascimento de Vénus. E eis que me volta a conquistar, desta vez com o retrato da vida num convento feminino em Ferrara, no séc. XVI.

A descrição do dia-a-dia pareceu-me muito bem caracterizado, assim como o espaço que nunca se torna opressivo. Nunca temos vislumbres da cidade fora das 4 paredes do convento mas estas nunca parecem totalmente intransponíveis, sendo que a vida laica entra em determinados momentos no convento. Também parece existir uma certa aura de misticismo sem que a religião domine o livro. É sem dúvida das partes mais importantes deste romance, no entanto, o ponto forte desta história será sem dúvida as personagens e os laços que as unem. Destaca-se a amizade, ou melhor o entendimento entre Serafina e Zuana, que muito se parece com a relação de uma pupila e a sua mestre, sendo que a impetuosidade e vida de uma complementa a complacência e certa resignação da outra.

Serafina é mandada para o convento de Santa Caterina por a sua família não possuir dinheiro para dois dotes de casamento para as suas filhas e por se relacionar de forma amorosa com o músico da família. É claro que é mandada a contragosto e é Zuana, a freira que tem a seu cargo o dispensário e que cuida da saúde física das restantes irmãs, que a tenta ajudar a encontrar o seu caminho.

Foi interessante ver como um espaço fechado, com regras rígidas a reger toda a vida e mesmo o horário destas freiras, podia acabar por ser um espaço de liberdade, onde mulheres podiam seguir a sua inclinação pessoal para o estudo ou gerência. As conversas entre Zuana e Madonna Chiara eram bastante interessantes neste aspecto, sobretudo dando a perceber os efeitos da Contra-Reforma num lugar (refúgio?) como este. É sobretudo neste ponto que a religião mais salta à vista e até ligada à política, não só devido às facções no interior do convento, mas por vermos também como a sociedade entra nos conventos, pequenos pontos de poder onde também as grandes famílias que dominavam o comércio, política e arte se pretendiam imiscuir.

É a meu ver um excelente retrato e uma belíssima história. A narradora faz também um trabalho notável, dotando cada personagem de uma voz e força distinta.

03
Mar17

[Li] "Harry Potter e a criança amaldiçoada" de J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Carla B.

Seria muito difícil para mim não ler este livro. Os livros do Harry Potter foram uma parte importante do meu crescimento, de tal modo que deixaram um vazio que, parece-me, ainda não foi suplantado. E provavelmente nunca será, pois duvido que novos livros tenham o mesmo efeito. Terão outros, até porque estes também não suplantaram o buraco que se me abriu no peito com A Lua de Joana. Há livros e há momentos perfeitos para ler esses livros. Outros livros terão os seus momentos, tenho a certeza disso.

 

Tirado daqui.

 

Sabia que esta história não poderia ser comparada aos outros 7, primeiro porque o formato é completamente diferente, uma peça de teatro, e segundo, as personagens não seriam, certamente, as mesmas. E não são. São pais, são adultos com outro tipo de responsabilidades. Tenho de confessar que gostei desta última parte, mas infelizmente senti que a peça de teatro não terá sido o melhor meio para explorar a história. Acredito que assistir à sua performance poderá ter um outro impacto completamente diferente, mas em termos de exploração da relação das personagens (e que relações haveria a explorar!) soube-me francamente a pouco.

 

Quanto à história em si… Bem, é melhor avisar que vou falar de algumas reviravoltas do enredo.

 

 

01
Mar17

[Li] "A doença, o sofrimento e a morte entram num bar" de Ricardo Araújo Pereira

Carla B.

O meu irmão não lê. Raramente tem paciência e prefere divertir-se de outro modo. Nada contra, ele também gosta de videojogos e eu sou uma inapta e por isso não aprecio por aí além, prefiro vê-lo a jogar e acompanho a história como se estivesse a ver um filme. Mas há um senão no que toca a ele não ler… Não posso falar dos livros que li com ele quando preciso MESMO de falar com alguém sobre o que acabei de ler!

Visto aqui

 

No entanto ofereci este pequeno livro ao meu irmão pelo Natal e pasme-se, chegou o ano novo e ele leu-o! Na verdade foi uma aposta, podemos dizer, calculada. Sei que o meu irmão gosta do Ricardo Araújo Pereira, o rapaz até comprou um livro que o Ricardo Araújo Pereira mencionou num Governo Sombra… e começou a lê-lo! É certo que ainda não acabou, ele começou a lê-lo em setembro, salvo erro, e até agora ainda não deve ter chegado à página 100, mas estamos a falar de O Bom Soldado Švejk, que deve ter umas 800 páginas, e de alguém que não está habituado a ler. Para mim, toda esta empresa já é uma vitória e quem sabe, o rapaz até pode vir a tornar-se um leitor! Eu pelo menos agradeço que por uma vez não seja eu a trazer livros para casa, que o orçamento já viu melhores dias.

 

Mas dizia que foi uma aposta calculada. Claro que pensei que a empresa de O Bom Soldado Švejk seria algo para durar algum tempo, mas vi uma oportunidade e quando vi o livro do Ricardo Araújo Pereira nem pensei duas vezes. Um livro curto, tipo ensaio (talvez convenha também dizer que o meu irmão parece ser mais de não-ficção nas suas leituras, ainda que não tenha feito tantas como isso, porque lá está, o moço pouco ou nada lê), por uma personalidade que gosta de ouvir e admira. Tinha tudo para correr certo e felizmente correu! Até ao momento nada me soube tão bem (ok, consigo pensar em outras coisas que durante o mês de janeiro também me fizeram sentir muito bem) como o meu irmão vir ter comigo e dizer "Já li, é um bom livro. Já conhecia muitas das situações e piadas que explora mas é uma visão interessante sobre o riso e o humor", ou algo assim parecido.

 

E basicamente é isto que tenho a dizer sobre o livro. Também já contei a história de ter sido apresentada à Lídia Jorge enquanto o lia e pouco mais há a dizer. Há livros em que é o contexto como ele surge na nossa vida ou a altera, o que acontece à nossa volta ou a nós mesmos enquanto o lemos que importa. Este para mim será um desses livros.

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