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Coisas que...

[Acontecem] Procrastinação #2

por Carla B., em 10.04.17

Penso que a minha mente merece um prémio por conseguir encontrar as melhores desculpas esfarrapadas para não fazer o que devia estar a fazer. Vejamos um exemplo...

 

Eu preciso de ler uma série de livros para os trabalhos no mestrado que estou a fazer. Ora, a vontade não abunda e o mestrado é sobre museus... Eu tenho o livro Rapariga com Brinco de Pérola da Tracy Chevalier... O livro é baseado num quadro da época de ouro da pintura holandesa... Bem, o quadro está num museu, eu devia estar a estudar museus... Vou ler o livro e, se possível, ver o filme. [Enquanto isto decorre o trabalho continua por fazer e a ganhar pó, a um canto esquecido.]

 

E pronto, eis a minha mente a trabalhar. Na verdade, decidi tirar o dia de ontem para descansar porque sentia a minha cabeça a dar um nó, mas já vinha a congeminar ler o livro da Tracy Chevalier há algum tempo, seguindo o processo acima descrito.

[Acontecem] Ouvir de más notícias

por Carla B., em 28.03.17

Afinal a sequência de boas notícias acabou depressa. E o sentimento de impotência de ajudar aqueles de quem mais gostamos aumenta de uma maneira que não julgava ser possível.

[Acontecem] Drama de leitor

por Carla B., em 27.03.17

Perceber que se perdeu o marcador de livros preferido, porque devia estar num dos livros que foram devolvidos à biblioteca.

[Acontecem] Ouvir de boas notícias

por Carla B., em 25.03.17

Não há nada melhor no mundo que saber que os sonhos das pessoas de quem se gosta se estão a realizar.

[Acontecem] Inbox

por Carla B., em 19.02.17

Pela primeira vez, em sei lá quanto tempo, tenho o meu e-mail pessoal a 0!

 

Processei o que tinha a processar, apaguei o que já não interessava, arquivei o que é melhor guardar.

 

Agora resta fazer o mesmo com outros aspetos da minha vida. Aos poucos a coisa vai.

[Acontecem] Destaques

por Carla B., em 13.02.17

Estranho sempre quando tenho notificação de subscritores e reações, porque esqueço-me que aqui no Sapo há esse tipo de interação. Apesar de andar por aqui desde 2015, não tenho usado de forma tão frequente este espaço e é fácil esquecer-me o que diferencia esta plataforma de outras. Estranhando então, fui ver a que se devia e pois que dei com isto na página dos destaques.

destaques-sapo.png

Muito obrigada.

 

[Acontecem] À hora de almoço

por Carla B., em 10.02.17

Tenho aproveitado os meus tempos mais livres, enquanto um novo semestre de aulas não começa, para colocar alguma da leitura em dia. Alguns desses tempos livres são compostos pela hora e meia de almoço a que tenho direito. Ora, geralmente estou num dos sofás (que podiam ser mais) confortáveis da área pública do meu local de trabalho e, por diversas vezes, tenho sido apanhada pelo meu chefe a ler nessas ocasiões (sendo que por vezes estou tão embrunhada nos livros que ele me chega a pregar uns sustos valentes).

 

Ora, estava hoje eu sossegadita a ler quando oiço uma voz conhecida a dizer "está a ver, os nossos funcionários também são grandes leitores" e quando olho quem mais se não o meu chefe... com a Lídia Jorge! Fiquei para morrer e com vontade de rir da situação, pois ainda por cima estava a ler o capítulo em que Ricardo Araújo Pereira, no seu recente livro, fala de opor uma coisa a outra coisa, e eu só pensava em como o meu chefe estava a apresentar uma subordinada, que é leitora, a uma autora.

[Acontecem] Procrastinação

por Carla B., em 08.09.15

Quatro dias em casa com uma metatarsalgia (ainda que uma microfissura não esteja completamente fora de hipótese) e a única coisa que fiz foi... estar de papo para o ar. Okay, também vi um filme ou outro, li um pouco, vi alguns episódios de umas séries, mas havia uma série de outras coisas que queria fazer, até para trabalho, mas que se ficaram pelas intenções porque sim, estive bastante tempo de papo para o ar.

 

Mas eu não fui de férias. Estava aleijada. Sim, sim... nada serve de desculpa que muita coisa eu podia ter feito sentada e sossegada no meu cantinho.

 

Verifica-se por isso que por muita coisa que leia para combater a procrastinação, ser mais pró-activa, usar listas, agendas... no momento da verdade, o sofá é sempre bem mais apetecível.

[Acontecem] "Tenho orgulho em ser uma vaca"

por Carla B., em 23.07.15

Pertenço à geração que cresceu com a "Rua Sésamo". Guardo com carinho na memória como ajudou-me a aprender a ler, pelo menos o alfabeto, e a contar, e guardo também com carinho personagens como o Monstro das Bolachas, o Poupas e o Ferrão, com o seu agripino. Acho que me marcou de tal maneira que, quando passo ao pé de lagos com peixes, desato a gritar "peixe, peixe, peixe!" por me lembrar desta cena. Mas o que me lembro melhor são algumas músicas. Claro que a do genérico é a mais icónica, mas ainda hoje dou por mim a cantar "nunca verás uma banana só!". E como fazer exercício físico sem desatar a "ginasticar"? No entanto, a minha preferida é sem dúvida...

Eu adoro vacas, desconfio que também posso culpar a "Rua Sésamo" por isso. Como não gostar de um animal tão orgulhoso em ser o que é? E a versão inglesa também é brilhante.

 

E porquê isto tudo? Porque hoje ia para o trabalho quando, na Rádio Comercial passam a música! Começar o dia a cantar no carro como "tenho orgulho em ser uma vaca"! Foi um início de dia em grande! Deveriam ser todos assim.

[Acontecem] Do fazer o que se gosta

por Carla B., em 28.05.15

Aqui há tempos o meu chefe disse que eu era a mais indicada para alguns tipos de trabalhos, nomeadamente aqueles que exigem algum método, capacidade de concentração e implica alguma uniformização de dados. Já tinha reparado que realmente prefiro quando me deixam sozinha e sossegada a introduzir dados num qualquer programa, mas só hoje tive a noção do grau a que sou capaz de me alhear das coisas e concentrar-me no que há para fazer... e de como adoro fazer isso.

 

Apesar de estar numa biblioteca há cerca de 2 anos e meio, não tinha formação e estou a aproveitar com o serviço está a pagar uma para aprender então ainda mais sobre o que é, neste momento, o meu trabalho. Esta semana o módulo debruça-se sobre catalogação e, bem, é como se estivesse nas minhas 7 quintas. Já catalogo há 2 anos mas, realmente, estamos sempre a aprender e quase não há duas catalogações iguais, já que cada monografia tem os seus dados e é preciso andar a fazer "trabalho de investigação" para descobrir alguns, até porque eu gosto de catalogações extensas. Ora, catalogar ainda é capaz de cansar um pouco mentalmente, sobretudo quando se tenta fazer vários exercícios para ver todas as situações e mais algumas que nos podem aparecer. Enquanto se estava na pausa entre exercícios o que estava aqui a vossa amiga a fazer? A catalogar o seguinte, está claro. "Isso é que é catalogar com paixão" ou parecido, disse a formadora. E sim, posso dizer que é das coisas que mais gosto me tem dado fazer.

 

Há malucos para tudo, não é verdade?