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Coisas que...

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07
Mar15

[Li] "Nossa Senhora de Paris" de Victor Hugo

Carla B.

Ah, pegar em clássicos... é sempre algo que mete algum respeito, mesmo que já tenhamos lido o que é considerado a obra maior do seu autor. Mas mergulhar num novo título, para nós, é sempre algo que merece pelo menos alguma reflexão, afinal vamos dar um salto no tempo, ver como as coisas eram há uns séculos atrás...

 

Nesta obra de 1831 até acabamos por ir mais longe e visitamos a Paris de 1482, que hoje é praticamente irreconhecível, no entanto, o autor leva-nos pela mão numa visita guiada e mostra-nos aquela cidade, com os seus impressionantes edifícios como Notre Dame. A sua descrição é belíssima e alguns dos seus comentários chegam a ser engraçados. Perante tudo isto, tive apenas alguma pena por não ter lido o livro assim que voltei de visitar aquela cidade. Era o meu plano em 2011, mas outros livros meteram-se no caminho. Claro que, como disse, a cidade retratada seria irreconhecível mas de certa forma talvez fosse mais fácil situar onde se passa alguma da acção, embora a descrição seja o suficiente para, se não trazer à memória a cidade visitada, pelo menos ter a sensação de que se passeia por aquela que ficou perdida no tempo.

 

A história desenrola-se lentamente mas assim que ganha ritmo temos a noção de que o fado e o destino se tornam inescapáveis. Não há como evitar o que se vai suceder e simplesmente não dá para desviar o olhar ou a atenção da página que viramos com a esperança de que não acabe como tememos.

 

As personagens, como a cidade e a história, também cativam. É interessante ver como cada uma ama de forma completamente diferente de outra e como o amor consome cada um. Gudule ama o que há muito perdeu; Esmeralda enamora-se por alguém bonito mas supérfluo; Febo usa a confusão que existe entre amor e desejo em seu proveito; Frollo ama de forma doentia; Quasimodo simplesmente ama. De certa forma traz a lume o mesmo tema que O Fantasma da Ópera e, como aquele, fá-lo de forma excelente. Também o seu final acaba por ser algo semelhante, de partir o coração e digno para a história.

 

Parece que Paris tem bastantes personagens desfiguradas, e não só em termos de beleza exterior, a assombrar edifícios e perdidamente apaixonados por raparigas bonitas, ainda que não correspondidos. Por mim, não me importa que assim seja se continuarem a suscitar livros como estes...

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