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Coisas que...

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03
Mar17

[Li] "Harry Potter e a criança amaldiçoada" de J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Carla B.

Seria muito difícil para mim não ler este livro. Os livros do Harry Potter foram uma parte importante do meu crescimento, de tal modo que deixaram um vazio que, parece-me, ainda não foi suplantado. E provavelmente nunca será, pois duvido que novos livros tenham o mesmo efeito. Terão outros, até porque estes também não suplantaram o buraco que se me abriu no peito com A Lua de Joana. Há livros e há momentos perfeitos para ler esses livros. Outros livros terão os seus momentos, tenho a certeza disso.

 

Tirado daqui.

 

Sabia que esta história não poderia ser comparada aos outros 7, primeiro porque o formato é completamente diferente, uma peça de teatro, e segundo, as personagens não seriam, certamente, as mesmas. E não são. São pais, são adultos com outro tipo de responsabilidades. Tenho de confessar que gostei desta última parte, mas infelizmente senti que a peça de teatro não terá sido o melhor meio para explorar a história. Acredito que assistir à sua performance poderá ter um outro impacto completamente diferente, mas em termos de exploração da relação das personagens (e que relações haveria a explorar!) soube-me francamente a pouco.

 

Quanto à história em si… Bem, é melhor avisar que vou falar de algumas reviravoltas do enredo.

 

Dizia então que quanto à história em si, a coisa também não me conquistou por aí além. Até começou bem. Foi tão bom encontrar as velhas personagens (como se de velhos amigos se tratassem), sentir que voltava a Hogwarts, sentir a magia, mas rapidamente todo o deslumbramento por estar de volta aquele mundo vai desaparecendo assim que seguimos as novas personagens. E até são personagens algo interessantes! Mas as suas motivações acabam por ser pouco exploradas, a meu ver. Quer dizer, porque é que o Albus que na partida para Hogwarts se parece dar tão bem com o pai, se revolta contra ele? É mesmo por ter sido escolhido para Slytherin? É gozado? Sente a pressão de ser um Potter? Eis relações e temas que podiam ser explorados em forma de romance e que, numa peça de teatro, acabam por ser explorados de forma tão superflua, como que em flashes, que não me convenceu.

 

A ideia das viagens no tempo também foi interessante, mas eu acho que já vi isto nalgum lado… Ah pois foi, um vídeo do How It Should Have Ended (que por sinal é bem mais engraçado que esta história :D). Tudo bem, acontece uma das coisas que eu mais queria que acontecesse em toda a saga Harry Potter (YAY! *\o/* ) mas é sol de pouca dura.  No entanto, o pior para mim foi… a filha do Voldemort e da Bellatrix. A sério?! Isto pareceu-me coisa tão de fan-fiction que tornou a parte final tão difícil de ler. Eu sei que relações sexuais são uma coisa perfeitamente normal e salutar na vida de um adulto, mas não consigo conceber o Voldemort a ter esse tipo de ímpeto ou interesse. Para além de que a profecia é tão fraquinha…

 

Enfim, vale pelo reencontrar de velhos amigos, pelo voltar a um mundo mágico e pela promessa de novas aventuras. Estas, no entanto, não se parecem concretizar.

 

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