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Coisas que...

Coisas que...

03
Jun17

[Penso] Ora...

Carla B.

Acabaram-se as aulas, os trabalhos foram entregues e as apresentações orais foram feitas. Já só falta saber as notas mas acho que posso dizer que este semestre também já está.


Pensei que seria mais fácil que o primeiro, tendo em conta que o primeiro implicava regressar a uma realidade da qual estava afastada há uns 10 anos. Mas não, comparado com este o primeiro semestre parece que foi feito com uma perna às costas.


Nunca consegui entrar no ritmo, dei-me conta de quanto os sábados de manhã sem aulas eram produtivos e foram essenciais durante o primeiro semestre. Além disso, ver uma pessoa que amava ser diagnosticada com leucemia e perdê-la de forma tão repentina... fez-me mergulhar de cabeça nos trabalhos, embora nunca a 100%.

Pelo que pronto... estou à espera dos resultados. Acho que não vão ser tão bons como os do primeiro semestre mas ter conseguido fazer tudo parece já uma vitória.

03
Mai17

[Penso] Ainda sobre o "Harry Potter e a criança amaldiçoada" e a expansão de universos

Carla B.

Já faz uns meses que li a peça de teatro mas hoje tropecei neste vídeo na minha lista do Youtube para ver mais tarde (sim, estou uns valentes meses atrasada no que toca à visualização das minhas subscrições no Youtube e já muita coisa apaguei eu da lista).

 

A Rincey faz parte da equipa do Book Riot e é das poucas booktubers que sigo, pois não sou a maior fã deste meio de difusão, prefiro ler críticas. Nem todos os livros de que fala são do meu interesse mas revejo-me em algumas das suas opinões, como no caso presente. No entanto, o que me fez divulgar aqui o vídeo é a última parte, onde ela se debruça sobre a presente expansão de universos a que se assiste, tanto no meio editorial como cinematográfico.

 

 

Eu sou aquela pessoa que, se a J.K. Rowling publicar uma História de Hogwarts, irá comprar o livro mas muito sinceramente, não quero saber. Não me interessa ver o filme dos "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los ", ou lá como é a tradução, apesar de ter o livro em casa. Não tenho grande interesse em aprofundar a relação entre o Dumbledore e o Grindelwald. Na verdade, até fico parva por não participar assim tanto no site Pottermore como pensava que viria a acontecer. Para mim acabou, aquela história chegou ao fim. Estes acrescentos pouco mais trazem e como a Rincey, muito provavelmente até virei a ler conforme me interessar.

 

Mas dá que pensar. Sobretudo quando vemos, tal como ela menciona, o James Bond ou, como aconteceu no ano passado ou há dois, "ressuscitam" o Poirot ou continuam uma série após a morte do autor. Entendo no caso do Robert Jordan e do Brandon Sanderson, o último já vinha a trabalhar na série Wheel of Time, e do Christopher Tolkien que edita e publica escritos do pai. Mas contratar alguém como fizeram para o último livro do Poirot, pensar que alguém pode pegar numa personagem de um autor que faleceu e criar assim uma obra... Acho que revela alguma desinspiração.

 

Sim, eu já li livros baseados nas personagens da Jane Austen e até livros da Jane Austen onde foram adicionados zombies, mas nunca foram das leituras mais memoráveis, de facto nunca chegaram perto do original, pelo/a escritor/a original. Sou das maiores consumidoras dos recontares de mitos e tal, mas não posso deixar de ficar algo inquieta quando vejo este tipo de situação. E como há autores que podiam perfeitamente ter o seu nome publicado de forma independente daqueles escritores que vieram antes e tanto impacto tiveram na cultura ocidental, escrevendo e desenvolvendo histórias suas e personagens seus.

 

Espero não dar a ideia de que não aprovo estes escritos. Acho que fanfiction é saudável, uma forma perfeitamente legítima de interagir com as personagens que tanto dizem a leitores, mas o facto de ver este tipo de leituras publicadas, ainda por cima de forma quase que "sancionada" (faltando melhor termo) deixa-me tão desanimada como a aparente falta de criatividade no cinema, que leva à mesma situação.

28
Abr17

[Penso] A vida é injusta...

Carla B.

e ainda por cima demasiado curta. Sobretudo desde 2015 que tenho constatado de perto, bem de perto, este facto.

 

Sim, perdi pessoas antes, algumas deixaram um buraco enorme que não volta a ser preenchido, mas desde 2015 que tenho assistido, infelizmente, a um sofrimento tal, por parte das pessoas com quem convivo todos os dias e que vim a amar e admirar, que me tem levado a várias mudanças.

 

Começou pelo abandono de um cantinho e o surgimento deste. Ainda não consigo explicar porque tive de abandonar o outro, mas cada vez que lá volto sinto que já não me retrata. Sinto que já não sou aquela pessoa, que tinha começado a trabalhar e enfrentava a vida com esperança. A esperança, de resto, parece ter ido à vida.

 

Depois levou à sensação de estar presa, que levou a diversas conversas e que culminou na minha inscrição num mestrado. Está a dar-me um trabalhão do caraças, mas é tão recompensador! Assim como o é perceber que tenho a felicidade de fazer o que gosto, de aprender sobre coisas que me dão um gozo do caraças, que me levam a mexer em peças, e sei lá que mais coisas, que nunca pensei poder alguma vez fazer. Perceber que realmente dá para andar a escavar dentro de museus! Que o trabalho num museu é tão mais do que as exposições que mostra. Que muito desse trabalho envolve pó (e alergias) mas que é tão satisfatório! Que há tantas, mas tantas histórias para contar!

 

Por fim (ou será realmente o fim?), e para ganhar alguma espécie de controlo sobre o mundo, porque é possível ainda que o mundo tenha constantemente outros planos, fiz maluqueiras com o cabelo. Cortei-o bastante curto no passado mês de Outubro e há umas semanas ainda o cortei mais e fiz madeixas rosa. Por mim até pintava o cabelo todo, porque se a Helen Mirren o fez eu também posso, mas ter que descolorar o cabelo todo pareceu-me muito trabalhoso e aborrecido.

Life Plan

Imagem daqui.

 

Vejo agora a vida com outros olhos, lá está porque a vida é demasiado curta e injusta. Para quê todos os aborrecimentos, invejas e sei lá que mais? Sim, volta e meia passo-me mas respirar fundo tem ajudado a ganhar a compostura. Porque a vida é curta, tento seguir o conselho do Raul Solnado e estou decidida a fazer o favor de ser feliz.

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