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Coisas que...

Coisas que...

05
Mar17

[Penso] Sobre ler os livros favoritos de alguém

Carla B.

Não escondo que o meu gosto por livros vem da minha mãe. E ainda hoje, apesar de ela já não ler (prefere dedicar-se a outras coisas, mais recentemente fez-me uma camisola, por isso nada contra ) é com ela que muitas vezes partilho as minhas leituras.

 

Tento fazê-lo como ela, contando a história toda (sim, devemos ser as campeãs a spoilar, mas que fique bem claro só ela me pode spoilar) e as emoções que tive ao ler. Foi assim que durante 20 anos conheci alguns livros, os preferidos dela: O Clã do Urso das Cavernas de Jean Auel, As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, As Mulheres da Casa do Tigre de Mercedes Lackley, André Norton e Marion Zimmer Bradley, O Vale dos Cinco Leões de Ken Follet, O Perfume de Patrick Süskind, O Tesouro dos Czares de Konsalik e Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos.

 

Durante muito tempo fiquei reticente em ler aqueles livros, como a autora deste artigo, mas entretanto venci o medo (só me falta concluir a leitura de As Brumas de Avalon e ler os dois últimos) e descobri boas surpresas. Apesar de não ter gostado tanto daqueles títulos como a minha mãe, consegui perceber o que tanto ela gostou neles e assim senti-me mais próxima dela. Se custou falar do que achei, num caso ou outro? Um pouco, mas a partilha da experiência ainda enriqueceu mais a nossa ligação, acho eu, porque ao falarmos de algo em comum, de algo por vezes tão pessoal como a experiência da leitura, dá a conhecer um outro lado de nós que talvez não seja assim tão evidente, até para quem nos criou.

17
Fev17

[Penso] Desabafo

Carla B.

Escrevi há tempos num bloco

Ser adulta é ouvir bocas e calar. É saber não perder as estribeiras enquanto, mentalmente, se manda toda a gente à merda.

Continuo a pensar isto, mas fica cada vez mais difícil reagir de tal modo.

 

Há dias... quer dizer, nem são dias...

 

Há sobretudo pessoas... Pessoas contra quem me apetece soltar a varina que há em mim, colocar as mãos na anca e apregoar que não sou eu que tenho de estar de consciência pesada por nada do que faça ou deixe de fazer. Afinal não fui eu que me enrolei com um homem casado. Mas isso seria descer ao nível dessa pessoa.

 

Há pessoas a quem me apetece dizer que se me invejam as "benesses" que tenho, também podiam invejar o meu trabalho. Aliás, por mim até trocava pois era da maneira que, saindo porta fora, acabavam-se as minhas preocupações, e não tinha, como tantas vezes acontece, que levar trabalho para casa. Mas isso é ter responsabilidades, e disso fogem eles a sete pés.

13
Fev16

[Penso] Preguiça

Carla B.

Ter um monte de coisas para fazer e ficar antes no sofá a ver filmes ou episódios de séries que já foram vistas, ou com sorte apanhar algo novo na televisão.

 

Ter onde ir mas vontade nenhuma de sair de casa num dia cinzento.

 

Poder fazer um monte de coisas com um monte de pessoas, mas preferir ficar só.

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