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Coisas que...

Coisas que...

17
Fev17

[Penso] Desabafo

Carla B.

Escrevi há tempos num bloco

Ser adulta é ouvir bocas e calar. É saber não perder as estribeiras enquanto, mentalmente, se manda toda a gente à merda.

Continuo a pensar isto, mas fica cada vez mais difícil reagir de tal modo.

 

Há dias... quer dizer, nem são dias...

 

Há sobretudo pessoas... Pessoas contra quem me apetece soltar a varina que há em mim, colocar as mãos na anca e apregoar que não sou eu que tenho de estar de consciência pesada por nada do que faça ou deixe de fazer. Afinal não fui eu que me enrolei com um homem casado. Mas isso seria descer ao nível dessa pessoa.

 

Há pessoas a quem me apetece dizer que se me invejam as "benesses" que tenho, também podiam invejar o meu trabalho. Aliás, por mim até trocava pois era da maneira que, saindo porta fora, acabavam-se as minhas preocupações, e não tinha, como tantas vezes acontece, que levar trabalho para casa. Mas isso é ter responsabilidades, e disso fogem eles a sete pés.

13
Fev16

[Penso] Preguiça

Carla B.

Ter um monte de coisas para fazer e ficar antes no sofá a ver filmes ou episódios de séries que já foram vistas, ou com sorte apanhar algo novo na televisão.

 

Ter onde ir mas vontade nenhuma de sair de casa num dia cinzento.

 

Poder fazer um monte de coisas com um monte de pessoas, mas preferir ficar só.

06
Abr15

[Penso] Ler em português

Carla B.

O último SLNB debruçou-se sobre autores lusófonos, tema de que pouco ou nada sei e não foi preciso o mês ter sido dedicado a tal coisa para me aperceber de tal. E mesmo o facto da Roda dos Livros ler e falar de autores portugueses, aparentemente bons autores portugueses, pode ter contribuído para o agudizar do sentimento de que estou a fazer alguma coisa de errada ao não conhecer praticamente nenhum nome dos autores contemporâneos, mas essa insatisfação, esse reconhecimento é algo que já vinha de trás.

 

Parece haver, instintivamente, algo que me afasta de autores que escrevem em português. Mas porquê? Terá sido o 'trauma' das leituras obrigatórias? O sentimento de que o que vem lá de fora é que é bom? A ideia de que a literatura por cá feita é para uma camada da população em que não me insiro? Essa elite letrada que desdenha o que as massas gostam? O facto de não haver histórias que me satisfaçam?

 

Mas como posso comprovar o último ponto se não leio? E porque não leio se já acho que mesmo no mercado anglo-saxónico só encontro mais (e mais e muito mais) do mesmo?

 

Após ter lido Eça e Mia Couto sinto que finalmente encontrei, se não a razão que me afasta, pelo menos as motivações que me vão (ou pelo menos espero fazer por isso) aproximar das leituras em português. Qualquer 'tipo' de português. E são elas:

  • a aproximação à realidade portuguesa - sinto que às vezes sei mais dos problemas e de como vive/viveu a sociedade anglo-saxónica, e apesar de muitas vezes os temas serem transversais a qualquer lugar e época, há detalhes que acabam por ser muito nossos dando uma outra dimensão à narrativa;
  • a musicalidade e a versatilidade da língua portuguesa - gosto de inglês, sinto que é uma língua que, como diriam os Clã, "fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém" mas o português também tem musicalidade nos seus vários 'sotaques' e talvez até uma maior versatilidade que o inglês. Acaba por ser uma enorme pena não o conhecer tão bem, porque sinto que desta forma não o domino como é suposto.

 

Agora só falta mesmo pôr a coisa em marcha. Atirar-me aos livros que tenho cá por casa e ler, para depois me debruçar sobre muitos outros. De modo suave, que uma mudança brusca de hábitos literários pode ter consequências nefastas para a mudança dos mesmos, mas se conseguir ler mais autores lusófonos do que li em anos anteriores (que deve perfazer a média de 1 ou 2 por ano) já não será uma batalha perdida.

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