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Coisas que...

[Acontecem] "Tenho orgulho em ser uma vaca"

por Carla B., em 23.07.15

Pertenço à geração que cresceu com a "Rua Sésamo". Guardo com carinho na memória como ajudou-me a aprender a ler, pelo menos o alfabeto, e a contar, e guardo também com carinho personagens como o Monstro das Bolachas, o Poupas e o Ferrão, com o seu agripino. Acho que me marcou de tal maneira que, quando passo ao pé de lagos com peixes, desato a gritar "peixe, peixe, peixe!" por me lembrar desta cena. Mas o que me lembro melhor são algumas músicas. Claro que a do genérico é a mais icónica, mas ainda hoje dou por mim a cantar "nunca verás uma banana só!". E como fazer exercício físico sem desatar a "ginasticar"? No entanto, a minha preferida é sem dúvida...

Eu adoro vacas, desconfio que também posso culpar a "Rua Sésamo" por isso. Como não gostar de um animal tão orgulhoso em ser o que é? E a versão inglesa também é brilhante.

 

E porquê isto tudo? Porque hoje ia para o trabalho quando, na Rádio Comercial passam a música! Começar o dia a cantar no carro como "tenho orgulho em ser uma vaca"! Foi um início de dia em grande! Deveriam ser todos assim.

[Acontecem] Do fazer o que se gosta

por Carla B., em 28.05.15

Aqui há tempos o meu chefe disse que eu era a mais indicada para alguns tipos de trabalhos, nomeadamente aqueles que exigem algum método, capacidade de concentração e implica alguma uniformização de dados. Já tinha reparado que realmente prefiro quando me deixam sozinha e sossegada a introduzir dados num qualquer programa, mas só hoje tive a noção do grau a que sou capaz de me alhear das coisas e concentrar-me no que há para fazer... e de como adoro fazer isso.

 

Apesar de estar numa biblioteca há cerca de 2 anos e meio, não tinha formação e estou a aproveitar com o serviço está a pagar uma para aprender então ainda mais sobre o que é, neste momento, o meu trabalho. Esta semana o módulo debruça-se sobre catalogação e, bem, é como se estivesse nas minhas 7 quintas. Já catalogo há 2 anos mas, realmente, estamos sempre a aprender e quase não há duas catalogações iguais, já que cada monografia tem os seus dados e é preciso andar a fazer "trabalho de investigação" para descobrir alguns, até porque eu gosto de catalogações extensas. Ora, catalogar ainda é capaz de cansar um pouco mentalmente, sobretudo quando se tenta fazer vários exercícios para ver todas as situações e mais algumas que nos podem aparecer. Enquanto se estava na pausa entre exercícios o que estava aqui a vossa amiga a fazer? A catalogar o seguinte, está claro. "Isso é que é catalogar com paixão" ou parecido, disse a formadora. E sim, posso dizer que é das coisas que mais gosto me tem dado fazer.

 

Há malucos para tudo, não é verdade?

[Acontecem] Leituras a 4 olhos

por Carla B., em 23.04.15

Até parece que vem a propósito do Dia Mundial do Livro mas passou-se ontem...

 

Há tempos dei para as mãos do meu chefe um livro dizendo-lhe que ao lê-lo ia perceber-me um pouco melhor. Isto porque temos feitios diferentes. Ele é extrovertido, sente-se bem rodeado de pessoas, adora falar e que lhe dêem atenção. É a maneira de ser dele, não tenho nada contra e até simpatizo com ele por isso, mas eu sou diferente. Sou introvertida, sinto-me bem sozinha, não tenho medo de estar em silêncio e adoro estar nos bastidores. Ao sentir que ele aparentemente, e mesmo outros colegas, não percebiam que eu preciso de momentos para estar só e de dedicar-me a coisas do meu agrado (leitura por exemplo), que constantes reuniões com muita gente, que ter que lidar com muita gente, ter que trabalhar quase 7 dias por semana, estava a afectar-me, resolvi passar-lhe um livro que achei ser uma boa leitura.

 

O livro era nada mais que Silêncio: o poder dos introvertidos num mundo que não pára de falar. Tinha tomado conhecimento dele por ter sido nomeado para um Guardian Book Award e depois de ter visto um vídeo da autora com que me identifiquei. Dei-lhe então o livro e fiz até questão de assinalar certas passagens, coisa que não tenho por hábito, em que me revia particularmente. O resultado tem sido hilariante, sobretudo porque sinto que ele tenta analisar-me e, de certa forma, usar psicologia inversa ou usa as passagens assinaladas para "justificar" algum trabalho que surge para eu fazer.

 

Após uma última "alhada em que se meteu" (palavras dele) e que sobrou para mim, tentei ensinar-lhe o uso da palavra "não" e, porque o senhor é um workaholic, disse-lhe que estava a ler um novo livro de que ele também era capaz de fazer bom uso e que tem como título Os Prazeres do Ócio: 24 horas, 24 maneiras de não fazer nada. Referi que ainda estava muito no início, que lhe podia emprestar, ao que ele respondeu algo do género "não, lê-o primeiro e coloca os teus post-its, que assim fazemos uma leitura a 4 olhos!" E eis como surge, espontaneamente, uma espécie de clube de leitura. 

 

Agora vou é tentar não pensar muito na responsabilidade...

[Acontecem] O Universo a comunicar comigo

por Carla B., em 15.04.15

Quem ler isto vai pensar que sou doida, mas eu sinto que o universo tenta falar comigo e desta vez está a tentar dizer-me para ler o Wilt do Tom Sharpe. E sim, o universo tenta sempre oferecer-me sugestões literárias.

 

Há tempos, por exemplo, não queria que eu lesse O Grande Amor da Minha Vida da Paullina Simons, e com razão porque aquilo é mau. Tentou avisar-me quando eu não conseguia encontrar a edição do Círculo de Leitores e estes não publicaram os seguintes, e depois, quando a Asa se decidiu a pegar neles, não acabando de publicar toda a história, visto que o terceiro livro que por aí anda é mais uma espécie de volume 2,5. Mas eu feita parva fui, assim que pude, comprar tudo para ler o primeiro e depois ir a correr devolver os restantes para reaver o dinheiro (com sucesso e que valeu depois a compra de Todos os Contos de Edgar Allan Poe).

 

Com o Wilt a coisa começou de forma subtil, com os títulos dos livros a chamarem-me a atenção, assim como as capas de aparência cartoonesca. Entretanto nos últimos 6 (?) meses intensificou-se. Numa Roda dos Livros ouvi falar muito bem de toda a série, continuei a ouvir falar bem dele em conversas no trabalho, sobretudo devido ao seu sarcasmo e crítica, e culminou hoje com a oferta do livro pela colega. Estou certa em deduzir que o universo quer que o leia, correcto?

[Acontecem] Turistas e museus

por Carla B., em 13.04.15

Quando eu viajo tento informar-me o melhor que posso sobre o que há para ver no local para onde vou. Isso inclui saber em que dias os museus estão fechados para então fazer um plano.

 

Acho que faço parte da maioria mas todas as segundas feiras me pergunto se realmente isso assim é.

 

Trabalho num museu e é normal às segundas feiras acabar por apanhar um bocadinho de ar à porta do mesmo, porque apesar de fechado ao público há outros sectores que fazem a sua vida normal, de segunda a sexta. No entanto, o espaço expositivo é encerrado porque há serviços e trabalhos, de conservação, monitorização e limpeza, que são impossíveis de fazer com visitantes. E acontece o mesmo com todos os museus europeus. Se me perguntarem, mas é preciso fecharem TODOS no mesmo dia da semana? Se calhar não mas isso depende da tutela e é uma questão em que não me meto.

 

Mas dizia, parece que muitas das pessoas que visitam Lisboa, nomeadamente a zona onde trabalho, não faz o trabalho de casa porque a quantidade de turistas que me pergunta se pode visitar o museu e outros monumentos da área, e que depois se queixam de estar tudo fechado, é um pouco alarmante. E resulta em algumas situações caricatas:

Turista: Podemos visitar o museu?

Eu e colega: Não, hoje o museu está fechado. Os museus e monumentos portugueses fecham à segunda feira.

Turista: Ah pois, eu bem tinha lido que fechavam mas não percebi que fechavam mesmo.

Eu e colega:  Mas fecham mesmo, sim.

Turista: Pois, também acontece o mesmo no meu país.

Eu e colega: Sim, é prática comum pelo que podemos perceber.

Turista: Mas realmente não me tinha apercebido que fechava mesmo.

Eu e colega: ....

Turista: ... *vai-se embora*

 

Até com a coisa estudada...

[Acontecem] Pilha de livros

por Carla B., em 07.04.15

Isto é o que está em cima da minha mesa de cabeceira mas só porque não cabem nas estantes, onde estão (muitos) outros livros por ler, já que os lidos têm um outro espaço (que é como quem diz estão guardados num baú). Para não os ter espalhados pelo chão, estão muito bem empilhados uns em cima dos outros fazendo esta torre...

Na mesa de cabeceira

É das coisas que tenho em mente para evitar comprar mais livros (outras aqui). Quero mesmo adicionar mais livros a esta pilha? (Quer dizer, querer quero mas não convém, não é? Ou arrisco-me a uma avalanche livresca...)

[Acontecem] Trabalho

por Carla B., em 27.03.15

Planear um sábado de trabalho, em que posso dedicar-me a coisas a que é difícil dar atenção durante a semana, e ver tudo estragado com um "amanhã venho e reunimo-nos".

 

Mas pode ser que a coisa até nem seja tão má como isso...