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Coisas que...

[Li] "A doença, o sofrimento e a morte entram num bar" de Ricardo Araújo Pereira

por Carla B., em 01.03.17

O meu irmão não lê. Raramente tem paciência e prefere divertir-se de outro modo. Nada contra, ele também gosta de videojogos e eu sou uma inapta e por isso não aprecio por aí além, prefiro vê-lo a jogar e acompanho a história como se estivesse a ver um filme. Mas há um senão no que toca a ele não ler… Não posso falar dos livros que li com ele quando preciso MESMO de falar com alguém sobre o que acabei de ler!

Visto aqui

 

No entanto ofereci este pequeno livro ao meu irmão pelo Natal e pasme-se, chegou o ano novo e ele leu-o! Na verdade foi uma aposta, podemos dizer, calculada. Sei que o meu irmão gosta do Ricardo Araújo Pereira, o rapaz até comprou um livro que o Ricardo Araújo Pereira mencionou num Governo Sombra… e começou a lê-lo! É certo que ainda não acabou, ele começou a lê-lo em setembro, salvo erro, e até agora ainda não deve ter chegado à página 100, mas estamos a falar de O Bom Soldado Švejk, que deve ter umas 800 páginas, e de alguém que não está habituado a ler. Para mim, toda esta empresa já é uma vitória e quem sabe, o rapaz até pode vir a tornar-se um leitor! Eu pelo menos agradeço que por uma vez não seja eu a trazer livros para casa, que o orçamento já viu melhores dias.

 

Mas dizia que foi uma aposta calculada. Claro que pensei que a empresa de O Bom Soldado Švejk seria algo para durar algum tempo, mas vi uma oportunidade e quando vi o livro do Ricardo Araújo Pereira nem pensei duas vezes. Um livro curto, tipo ensaio (talvez convenha também dizer que o meu irmão parece ser mais de não-ficção nas suas leituras, ainda que não tenha feito tantas como isso, porque lá está, o moço pouco ou nada lê), por uma personalidade que gosta de ouvir e admira. Tinha tudo para correr certo e felizmente correu! Até ao momento nada me soube tão bem (ok, consigo pensar em outras coisas que durante o mês de janeiro também me fizeram sentir muito bem) como o meu irmão vir ter comigo e dizer "Já li, é um bom livro. Já conhecia muitas das situações e piadas que explora mas é uma visão interessante sobre o riso e o humor", ou algo assim parecido.

 

E basicamente é isto que tenho a dizer sobre o livro. Também já contei a história de ter sido apresentada à Lídia Jorge enquanto o lia e pouco mais há a dizer. Há livros em que é o contexto como ele surge na nossa vida ou a altera, o que acontece à nossa volta ou a nós mesmos enquanto o lemos que importa. Este para mim será um desses livros.

[Oiço] Músicas que me vêm à cabeça...

por Carla B., em 26.02.17

Acho que já por aqui disse que não sou a pessoa mais musical mas adoro música, de tal forma que acho que se há algo em que filmes e o teatro musical são melhores que a realidade é o facto de terem uma banda sonora e ser normal desatar a cantar e a dançar no meio da rua, com toda a gente a saber a coreografia!

 

Ora, muitas vezes vêm à cabeça músicas sempre que oiço ou penso em determinadas coisas. Por vezes basta ouvir algumas palavras que a minha cabeça salta automaticamente para uma música que as tenha ou que de alguma forma esteja ligado a elas. Um dos mais frequentes exemplos nos últimos tempos tem que ver com o filme "A Bela e o Monstro", que está para estrear. Mal penso naquelas palavras duas músicas vêm alternadamente à minha cabeça...

 

A primeira é...

 Sim, na versão em português do Brasil e tudo.

 

A outra é...

Radicalmente diferente da primeira, diria eu, mas tão magnífica e tão épica.

[Penso] Sozinha mas raramente só

por Carla B., em 23.02.17

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 Visto aqui.

[Acontecem] Inbox

por Carla B., em 19.02.17

Pela primeira vez, em sei lá quanto tempo, tenho o meu e-mail pessoal a 0!

 

Processei o que tinha a processar, apaguei o que já não interessava, arquivei o que é melhor guardar.

 

Agora resta fazer o mesmo com outros aspetos da minha vida. Aos poucos a coisa vai.

[Penso] Desabafo

por Carla B., em 17.02.17

Escrevi há tempos num bloco

Ser adulta é ouvir bocas e calar. É saber não perder as estribeiras enquanto, mentalmente, se manda toda a gente à merda.

Continuo a pensar isto, mas fica cada vez mais difícil reagir de tal modo.

 

Há dias... quer dizer, nem são dias...

 

Há sobretudo pessoas... Pessoas contra quem me apetece soltar a varina que há em mim, colocar as mãos na anca e apregoar que não sou eu que tenho de estar de consciência pesada por nada do que faça ou deixe de fazer. Afinal não fui eu que me enrolei com um homem casado. Mas isso seria descer ao nível dessa pessoa.

 

Há pessoas a quem me apetece dizer que se me invejam as "benesses" que tenho, também podiam invejar o meu trabalho. Aliás, por mim até trocava pois era da maneira que, saindo porta fora, acabavam-se as minhas preocupações, e não tinha, como tantas vezes acontece, que levar trabalho para casa. Mas isso é ter responsabilidades, e disso fogem eles a sete pés.

[Acontecem] Destaques

por Carla B., em 13.02.17

Estranho sempre quando tenho notificação de subscritores e reações, porque esqueço-me que aqui no Sapo há esse tipo de interação. Apesar de andar por aqui desde 2015, não tenho usado de forma tão frequente este espaço e é fácil esquecer-me o que diferencia esta plataforma de outras. Estranhando então, fui ver a que se devia e pois que dei com isto na página dos destaques.

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Muito obrigada.

 

[Li] "As Crónicas de Gelo e Fogo" de George R.R. Martin

por Carla B., em 12.02.17

Depois de ter delirado com a 6.ª temporada da série "A Game of Thrones", senti necessidade de continuar mergulhada naquele mundo enquanto aguardava (e aguardo) ansiosamente a próxima. Ora nada melhor, pensei eu, que me atirar aos livros. E foi o que fiz.

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Visto aqui.

 

Voltei a pegar nos primeiros dois volumes (quatro na versão portuguesa), que já havia lido e avancei por ali fora. A princípio queria ler os diversos capítulos, ver os episódios correspondentes e ouvir o podcast "A Cast of Kings" sobre os mesmos episódios, mas só resultou com o primeiro volume (os dois primeiros em português) pois, dali para frente, a ânsia de saber o que ali vinha, mesmo sabendo-o de antemão, não me deu tempo para ir acompanhando com a série e podcasts como desejava. De certa forma, ainda bem que assim foi, pois dá para continuar neste mundo por mais algum tempo, agora que acabei de ler tudo o que está publicado, sem contar com a enciclopédia, os contos de Dunk and Egg e os capítulos do próximo volume que o Martin já disponibilizou. Mas a esses também chegarei. :D

 

Uma das coisas que constatei foi o facto de ser engraçado ler quando já se sabe o destino de algumas personagens e como diversas situações se vão resolver. No entanto, sobretudo a partir do terceiro volume (quinto e sexto em português), houve coisas que me surpreenderam pois a história dos livros e da série difere um pouco. Na série televisiva o arco narrativo é bastante mais pequeno, com algumas linhas que não são tocadas nem abordadas e com personagens que nunca aparecem ou são sequer mencionadas.

 

O primeiro volume continua a ser o mais marcante para mim. Li-o antes de haver rumores da série, e foi engraçado acompanhar o casting, sobretudo no que ao Sean Bean disse respeito e onde a minha reação perante a escolha foi "ÓBVIO! SÓ PODIA SER ELE!" Mas dizia, este continua a ser o melhor livro para mim, pois foi o livro que me fez fã do autor e que contém, mais uma vez para mim, as duas cenas que mostram claramente o que são estas Crónicas de Gelo e Fogo. São o que carinhosamente lhes chamo "os momentos WTF" e que, diga-se, preparou-me para o que estava por vir: a cena do Bran e "as coisas que faço por amor" e, claro, a cena do Ned Stark.

 

O segundo livro, devo confessar, que pouco me lembrava do seu enredo, pelo que foi útil relê-lo e daí continuei pela saga fora. O terceiro é um corropio de emoções. Toda a tensão que se vai acumulando nos primeiros livros conhece aqui um pico tal, que explode tudo e em todas as direções. Se não tivesse visto a série, era capaz de me surpreender muito mais (ainda que apesar de saber o que aí vinha, tenha ficado ainda assim atordoada) e eventualmente destronar os "momentos WTF" do primeiro volume.

 

Os quarto e quinto volume (volumes 7 a 10 em português), são como que um respirar fundo antes de voltar a suster a respiração para o que está por vir. Se os primeiros volumes mostram as batalhas, estes mostram o lamber das feridas e os jogos de bastidores em preparação para a última parte do jogo. É quase que o intervalo de um jogo de futebol, onde se afinam táticas, se procuram os jogadores que, entrando frescos no jogo, o podem mudar. E eu mal posso esperar pelos próximos 45 minutos desse jogo. :P

 

No que toca à escrita do Martin, é fantástica. Penso que se nota o passado de argumentista televisivo, ainda que não seja tão "guião" como senti ao ler A Estirpe do Guillermo del Toro. A sua escrita é muito visual, ajuda bastante cada capítulo ser do ponto de vista de uma personagem, que por diversas vezes tem uma ideia completamente diferente de outras, ainda que tenham presenciado um mesmo acontecimento. Acho que é sobretudo aí que está o génio do George R.R. Martin porque capta, a meu ver, não só a essência dos personagens (até quando usam outros nomes, um artifício que achei delicioso sobretudo com uma personagem que de certa forma precisou de se redescobrir) como da própria História. E digo História com "h" maiúsculo, por forma a significar a ciência social que estuda o passado. Porque estas Crónicas de Gelo e Fogo ilustram, de forma magnífica, como a História se repete e como pode haver tantas "verdades". Não sei se me faço entender, mas continuando... Também achei interessante, e mais uma vez tenho de confessar de que não me lembrava como eram os finais dos livros, como cada volume (em inglês) termina numa espécie de "não percam o próximo episódio porque nós também não!" É engraçado como coloca um ponto final em certas questões mas lança, ao mesmo tempo, a base do que está para vir. Muito como as séries televisivas, e a que "A Game of Thrones" não foge e faz muito bem.

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Visto aqui.

 

E pronto, acho que por agora é isto. Penso que escuso de dizer como estou ansiosa à espera do final, tanto em livro como na série televisiva. E por falar em série, cá vou eu revê-la... 

[Acontecem] À hora de almoço

por Carla B., em 10.02.17

Tenho aproveitado os meus tempos mais livres, enquanto um novo semestre de aulas não começa, para colocar alguma da leitura em dia. Alguns desses tempos livres são compostos pela hora e meia de almoço a que tenho direito. Ora, geralmente estou num dos sofás (que podiam ser mais) confortáveis da área pública do meu local de trabalho e, por diversas vezes, tenho sido apanhada pelo meu chefe a ler nessas ocasiões (sendo que por vezes estou tão embrunhada nos livros que ele me chega a pregar uns sustos valentes).

 

Ora, estava hoje eu sossegadita a ler quando oiço uma voz conhecida a dizer "está a ver, os nossos funcionários também são grandes leitores" e quando olho quem mais se não o meu chefe... com a Lídia Jorge! Fiquei para morrer e com vontade de rir da situação, pois ainda por cima estava a ler o capítulo em que Ricardo Araújo Pereira, no seu recente livro, fala de opor uma coisa a outra coisa, e eu só pensava em como o meu chefe estava a apresentar uma subordinada, que é leitora, a uma autora.

[Encontro] Fazer nada

por Carla B., em 07.02.17

Visto aqui.

 

Em breve volta o caos. O melhor é aproveitar o tempo até lá.

[Desafiam] 24 in 48 Readathon

por Carla B., em 23.01.17

Acho piada às maratonas literárias. Já tenho participado em algumas, nomeadamente na Bout-of-Books, e é engraçado constatar como me "obrigo" a ler. É um "obrigar" saudável parece-me, pois quando participo neste tipo de iniciativas o pensamento de "em vez de estar a ver este episódio pela 10.ª vez, podia estar a ler" torna-se numa vozinha muito mais insistente e lá vou eu pegar num livro.

 

Conhecia o Dewey's 24 Hour Readathon, mas ler durante as 24 horas de um dia sempre me pareceu demais. Então e tempo para comer, esticar as pernas, ver um pouco de televisão, dormir?! Nisto, dou de caras com o 24 in 48 Readathon. 24 horas ao longo de dois dias pareceu-me algo mais à minha medida, até porque tendo uns dias de férias e estando em casa debaixo de mantas por causa de uma valente constipação, não foi preciso perder muito tempo a ver televisão para aquele "em vez de estar a ver este episódio pela 10.ª vez, podia estar a ler" se tornar um mantra durante esta última semana. A sério, como é possível com tanto canal, com tantas séries que são produzidas e filmes realizados, esteja sempre a dar a mesma coisa?!

 

O 24 in 48 Readathon teve lugar durante o passado fim-de-semana, fui deixando algumas atualizações no Litsy que, muito basicamente, é uma espécie de Instagram para bibliófilos e que possui um sistema de avaliação simples e que tem em conta o "não acabei este livro". O resultado desta maratona foi quase 19 horas de leitura, em que tive a oportunidade de ler O Festim dos Corvos e metade de O Mar de Ferro.

 

 

Uma foto publicada por Carla B. (@whitelady3) em

 

A próxima tem lugar a 22 e 23 de julho.