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Coisas que...

[Encontro] Comics #5

por Carla B., em 29.04.16

Via tor.com, encontrei esta comic que é tão fofinha! E precisa de poucas palavras.

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Continuar aqui.

[Faço] Só Ler Não Basta #37 - Leituras de Abril

por Carla B., em 28.04.16

Eu já nem vou pedir desculpa por andar desaparecida, não ter acabado o desafio "Uma paixão chamada livros" e ter interrompido novamente o das 52 semanas. A vida acontece e já produzo tanto para outros sítios que a última coisa que quero é também ter de produzir algo para aqui. Mas como agora tenho um tempinho, aqui fica o último vídeo do Só Ler Não Basta, que faço com a Telma e a Diana.

 

Desde Março que só fazemos um vídeo por mês pois temos andado ocupadas com outras aventuras e estava a tornar-se esgotante ter que pensar e preparar o tema mensal. Poderemos voltar a eles, assim como a leituras conjuntas e talvez alguns desafios, no mesmo molde de um vídeo por mês, mas por enquanto mantemos e vamos dando a conhecer as nossas leituras e os artigos que nos chamaram a atenção.

 

Grupo no Goodreads

 

Artigos:

 

Telma - GATAfunho

Carla - America's First All-Romance Bookstore, The Ripped Bodice, Opens in California

Diana - HBO Is Making a New ‘Fahrenheit 451′ Movie, From ’99 Homes’ Director Ramin Bahrani

 

Leituras:

 

Telma - Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie

In the Greenwood de Mari Ness

A Fist of Permutations in Lightning and Wildflowers de Alyssa Wong

If I Stay de Gayle Forman

Where She Went de Gayle Forman

O Talentoso Mr. Ripley de Patricia Highsmith

 

Carla - Wilt de Tom Sharpe

The Ink Readers of Doi Saket de Thomas Olde Heuvelt

Burning Girls de Veronica Schanoes

Rag and Bone de Priya Sharma

Silver Storm de Cynthia Wright

Captain Wentworth's Diary de Amanda Grange

O Rei do Inverno de Bernard Cornwell

Inimigo de Deus de Bernard Cornwell

Excalibur de Bernard Cornwell

 

Diana - Prince Caspian de C.S. Lewis

The Phoenix on the Sword de Robert E. Howard

The Way of Kings de Brandon Sanderson

[Li] "Crónicas do Senhor da Guerra" de Bernard Cornwell

por Carla B., em 27.04.16

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Tirado daqui.

 

Conheci esta trilogia vai para mais de 10 anos, quando comecei a falar de livros com outras pessoas com gostos semelhantes e com quem passei a frequentar livrarias, sendo que me chamavam sempre a atenção. Vim, no entanto, a conhecer o autor com outra série que não esta (e bem mais longa!) e, devo dizer, nunca pensei conhecer uma personagem que destronasse o Richard Sharpe das minhas preferências. Mas está claro que ainda não tinha tido o prazer de conhecer Derfel Cadarn.

 

O estilo de narrativa é diferente do que tinha encontrado em outros livros do autor mas foi uma das coisas de que mais gostei. Basicamente, Derfel foi incumbido de escrever uma crónica sobre os tempos de Artur e está, por isso, a contar-nos a sua história, não a dos bardos que tanto despreza. Ele era um dos companheiros de Artur, esteve em muitos dos eventos que moldaram a Bretanha na transição do séc. V para o VI e vemos a história a desenrolar-se através dos seus olhos.

 

Sinceramente, este tipo de narrativa pode ser um deal breaker para mim, pois em situações de vida ou morte já sabemos qual será o desfecho, ou de outro modo seria outra pessoa a contar a história, mas aqui isso não me incomodou pois há muitas outras personagens com que me preocupei e queria saber que destino seria o delas, para além de que há tanto a acontecer que uma pessoa se deixa embrenhar completamente na história. Só chegava a lembrar-me de que a mesma estava a ser contada anos depois devido a alguns comentários do próprio Derfel ou quando, terminado uma parte, saímos da época de Artur para voltar para o "presente".

 

Este "presente", para dizer a verdade, foi mesmo das coisas que mais gostei e foi, por isso, que chegando ao fim constatei, com alguma tristeza, que não havia uma nova cena com Igraine, talvez a congratular-se com o facto de a história ter chegado ao fim e a apontar como Derfel contou alguma coisa mal, i.e. diferente da história cantada pelos bardos.

 

Derfel é uma personagem magnífica de seguir e é interessante acompanhar o seu crescimento. Adorei que ele fosse um cavaleiro capaz e um adulto responsável mas que, sempre que estava com Merlin, parecesse um rapazinho. Mas todas as personagens têm algo de fascinante, são carismáticas e tão bem desenvolvidas, são tão reais! Ceinwyn é um amor e tem uma personalidade tão forte, Lancelote é um estúpido idiota (mas onde está a surpresa?!), o Artur é quase que um Ned Stark que consegue manter a cabeça sobre os ombros por muito mais tempo (e sim, imaginei o Sean Bean porque não consigo desassociar o actor das personagens escritas por Bernard Cornwell) e a Guinevere, finalmente, conseguiu convencer-me! Sim, foram precisos os 3 livros mas é, muito provavelmente, a personagem mais bem construída de entre tantas!

 

Também foi um feito o autor conseguir fazer convergir todas as personagens que hoje associamos ao mito arturiano e outras que entretanto se perderam no tempo, assim como as várias histórias relacionadas com o mito. Podia tornar-se uma enorme salganhada mas o produto final é uma história coesa, pontuada por momentos de calma e outros que mudam completamente o rumo das coisas, sendo que, como Merlin diz por várias vezes, o destino é inexorável. As personagens servem a história e crescem com os acontecimentos por que passam e fiquei mesmo a pensar "pode ter sido esta a verdadeira história do Artur!"

 

E o retrato que o Bernard Cornwell faz da época! Ele retrata na perfeição um período conturbado. Um período pós domínio romano, que ainda se faz sentir na paisagem e leva, por diversas vezes, as personagens a perguntar-se como podem ter perdido tanto conhecimento. Um período em que a religião está por demais presente, é uma parte importantíssima do dia-a-dia das pessoas e vemos como uma nova religião ganha seguidores e coloca em causa todo um sistema prévio, onde a magia e a superstição têm um lugar fundamental em como as pessoas interagem com o mundo. Retrata um período em que as lutas são feitas corpo a corpo, com uma muralha de escudos e onde nem sempre se tomam prisioneiros. É um período brutal onde, saindo de um domínio romano, a Bretanha passa a ser assediada por Saxões. A sério, é um retrato da época por demais muito bem conseguido.

 

Enfim, esta trilogia foi, para mim, uma história perfeita. Foi tudo o que estava à espera e ainda mais. Bernard Cornwell, se já não fosse um dos meus autores preferidos, chegava directamente ao top 5 só com estes livros. Preciso de mais...