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Coisas que...

[Oiço] British Museum Podcast

por Carla B., em 14.07.17

Como disse antes, felizmente no meu trabalho posso ir ouvindo alguma coisas, possibilitando que coloque a leitura em dia e me encontre informada sobre os mais variados temas. Aqui há uns tempos, quando coloquei todos os podcasts em dia, andei à procura de outros em que me viciar e que, por diversas vicissitudes, só agora ocorreu ouvir.

Um destes casos é o podcast do British Museum.

Tenho de confessar algumas coisas. Primeiro, o meu sonho era trabalhar no British Museum, nem que fosse a limpar vitrines. Segundo, não podendo concretizar tal sonho, sigo o British Museum em todas as plataformas possíveis e imagináveis, e admiro o brilhante trabalho que fazem na comunicação com o público, pelo que havendo possibilidade de copiar as ideias, não hesito! Terceiro, apesar de já ter ido a Londres não visitei o mesmo, algo que lamento quase todos os dias. Mas não faltarão outras oportunidades.

Portanto, tendo acabado mais uma leitura em áudio-livro e vendo a lista de podcasts a crescer, esta semana voltei a estes e eis que chego ao do British Museum, com o interessante título "The Suicide Exhibition".

Trabalhando e mais recentemente estudando museus, tenho vindo a constatar que muitas vezes o mais interessante acaba por ser, não as colecções, mas as histórias da própria instituição, sobretudo a pequena história - o quotidiano das mesmas. Infelizmente este ponto acaba por ser o que é menos visível nestas instituições culturais, e talvez por isso tanta gente não perceber qual a sua utilidade. O British Museum parece-me desenvolver um extraordinário trabalho em trazer à luz este dia-a-dia, com a partilha, por exemplo, de episódios que mostram o processo de conservação de um objecto ou partilhando histórias dos seus arquivos.

No caso do primeiro tema do podcast, que se encontra desenvolvido em dois episódios, é revisitado o período que antecedeu a entrada da Segunda Guerra Mundial e as medidas tomadas para retirar todo o acervo relevante do museu para que não se perdessem obras de valor inestimável, entrando depois pela guerra adiante e dando conta de que o museu permaneceu aberto com cópias mas também com peças originais, a "coleção suicida" que sendo composta sobretudo por peças duplicadas (peças de que há vários exemplares semelhantes e/ou com a mesma função) que se poderiam "sacrificar".

Ainda hoje o tema da desafectação de bens culturais causa algum incómodo porque "tudo interessa" para contar História, para retratar um determinado momento de uma história, no entanto a escolha de peças nunca é tomado de ânimo leve e penso que este episódio ilustra bem todo o cuidado colocado na gestão e conservação de bens culturais, para que possam ser usufruídos por gerações vindouras, o que de resto é a função de um museu.

E para quem gosta, há também um episódio sobre gatos! Ainda não ouvi mas só o artigo que acompanha vale a pena.

[Ouvi/Li] "Sacred Hearts" de Sarah Dunant

por Carla B., em 10.07.17

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Retirada daqui.


Ena pá, é o segundo áudio-livro que oiço em muito tempo! Felizmente o trabalho permite-me que vá ouvindo coisas e após colocar os podcasts em dia (que entretanto voltaram a deixar de estar) lá parti para mais um livro desta autora que me conquistou com o seu O Nascimento de Vénus. E eis que me volta a conquistar, desta vez com o retrato da vida num convento feminino em Ferrara, no séc. XVI.

A descrição do dia-a-dia pareceu-me muito bem caracterizado, assim como o espaço que nunca se torna opressivo. Nunca temos vislumbres da cidade fora das 4 paredes do convento mas estas nunca parecem totalmente intransponíveis, sendo que a vida laica entra em determinados momentos no convento. Também parece existir uma certa aura de misticismo sem que a religião domine o livro. É sem dúvida das partes mais importantes deste romance, no entanto, o ponto forte desta história será sem dúvida as personagens e os laços que as unem. Destaca-se a amizade, ou melhor o entendimento entre Serafina e Zuana, que muito se parece com a relação de uma pupila e a sua mestre, sendo que a impetuosidade e vida de uma complementa a complacência e certa resignação da outra.

Serafina é mandada para o convento de Santa Caterina por a sua família não possuir dinheiro para dois dotes de casamento para as suas filhas e por se relacionar de forma amorosa com o músico da família. É claro que é mandada a contragosto e é Zuana, a freira que tem a seu cargo o dispensário e que cuida da saúde física das restantes irmãs, que a tenta ajudar a encontrar o seu caminho.

Foi interessante ver como um espaço fechado, com regras rígidas a reger toda a vida e mesmo o horário destas freiras, podia acabar por ser um espaço de liberdade, onde mulheres podiam seguir a sua inclinação pessoal para o estudo ou gerência. As conversas entre Zuana e Madonna Chiara eram bastante interessantes neste aspecto, sobretudo dando a perceber os efeitos da Contra-Reforma num lugar (refúgio?) como este. É sobretudo neste ponto que a religião mais salta à vista e até ligada à política, não só devido às facções no interior do convento, mas por vermos também como a sociedade entra nos conventos, pequenos pontos de poder onde também as grandes famílias que dominavam o comércio, política e arte se pretendiam imiscuir.

É a meu ver um excelente retrato e uma belíssima história. A narradora faz também um trabalho notável, dotando cada personagem de uma voz e força distinta.

[Encontro] Comics #10

por Carla B., em 30.06.17

Já por aqui disse que um dos pontos altos do dia é ver as tiras que me chegam ao e-mail. Esta semana as tiras foram subordinadas ao Mutts Summer Book Club, que são das que mais gosto de ler. Mas vai dái, gosto de ler todas... 

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Tirado daqui.

[Pondero] TAG dos 50% - 2017

por Carla B., em 28.06.17

Não sou de fazer este tipo de coisas mas pensei "e porque não"? Não é que tenha resposta para muitas destas questões mas sempre dá para falar um pouco do que tenho vindo a ler.

Vi no canal da Joana - Ler Com Lobos, onde podem encontrar quem criou e traduziu. Ela adaptou também algumas perguntas, mas vamos ao que interessa...

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017.

Não é propriamente um livro mas não há volta a dar, todos os que li do George R.R. Martin este ano, ou seja de A Tormenta de Espadas a Os Reinos do Caos.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2017.

Vide resposta anterior.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

Epá, eu ando muito por fora do que tem vindo a ser publicado mas do que tenho visto, talvez o do Rodrigo Guedes de Carvalho. Tenho o primeiro livro dele por ler, cá em casa, mas foi uma compra da minha mãe porque não me chamou tanto a atenção como a ela. Já este último, confesso que fiquei bastante mais curiosa e estive quase para o trazer durante a Feira do Livro.

Se falarmos de livros que saíram em Portugal este ano mas que já tinham saído lá por fora, ora de momento só me lembro de Uma Magia Mais Escura e o Nimona.

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.

Lá está, também não faço ideia.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.

O que estou a ler neste momento, Persephone por Julian Stockwin. É certo que ainda só vou a meio, mas eu à espera de um Sharpe do Bernard Cornwell e sai-me um muito mau amanhado Persuasão da Jane Austen.

Também estava à espera de outra coisa ao ler Museums and the Interpretation of Visual Culture. E não falemos de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.


Racismos de Francisco Bethencourt, apesar de ter demorado 2 meses a lê-lo, foram 2 meses bem empregues. A análise que faz da evolução da visão do outro, do preconceito, e a chegada à teoria das raças, passando pelos mais bárbaros actos que se fizeram, em toda a Humanidade, contra seres humanos... É uma análise bastante pertinente, que faz avaliar os nossos próprios preconceitos, como muitos são moldados pela sociedade, e qual a sua raiz. Num momento em que, mais que tudo, é preciso acolher o outro, aconselho sem dúvida esta leitura, que de resto serviu de ponto de partida para uma exposição que se encontra patente no Padrão dos Descobrimentos, em Belém (Lisboa).

Também me surpreendeu Didáctica del Museo: el descubrimiento de los objectos, por focar um tema que me interessa profissionalmente. Acabou por ser o que esperava que Museums and the Interpretation of Visual Culture tivesse sido.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

O que tenho lido é sobretudo autores de que já conhecia a escrita, e os novos que tenho lido não têm sido particularmente marcantes.

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Nenhum.

9. Seu personagem favorito mais recente.

Não é propriamente favorito e não é propriamente recente, mas o arco do Theon em As Crónicas de Gelo e Fogo foi das coisas que mais gosto me deu ler este ano e foi a personagem que, de longe, mais gostei de acompanhar.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

Sinceramente não me recordo. Tenho chorado muito mas (infelizmente) não têm sido os livros a provocar-me as lágrimas.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

Apesar de não ter gostado, talvez tenha sido Harry Potter e a Criança Amaldiçoada a deixar-me mais feliz. A expectativa de regressar a Hogwarts, acompanhar personagens que tanto me marcaram...

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017.

Não faço ideia. Tenho visto algumas adaptações mas ainda não li os livros que lhes deram origem. Penso que o único que vi e li foi A Rapariga com Brinco de Pérola mas nem livro nem filme foram memoráveis.l

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Até agora a que mais gostei de ver foi a da Rincey sobre o Harry Potter e a Criança Amaldiçoada e a de ouvir foi na Roda dos Livros, onde algum dos presentes falou sobre o J.G. Ballard de uma maneira que eu não consigo, ou seja, de maneira coerente. Quanto a ler, de momento não me recordo de nenhuma mas culpo toda a gente que tem falado sobre Uma Magia Mais Escura, sobretudo a Célia e a Patrícia, que já deveriam de saber que uma pessoa não precisa de ler mais boas opiniões sobre livros de fantasia...

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

Esta é fácil! Oh para O Mundo de a Guerra dos Tronos! Ok, a foto não lhe é favorável mas o do Eco também não é desagradável à vista...



15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Precisarei de ler muitos, que de momento não são para aqui chamados, mas gostava de ler, ou melhor, ouvir o áudio-livro The Year of the Flood da Margaret Atwood. No entanto, vou lendo o que posso e o que quero, porque como o tempo livre não tem sido muito e nem sempre tenho cabeça para leituras, tenho preferido ir ao sabor do que me apetece num determinado momento.

[Penso] Ora...

por Carla B., em 27.06.17

o segundo semestre já está! Agora é aproveitar o descanso e ir fazendo alguma pesquisa, que em Setembro a coisa é para voltar a levar a sério.

[Desafiam] Book Bingo | Leituras ao Sol

por Carla B., em 18.06.17

Ando com um humor do caraças pelo que tenho andado a tentar distrair-me colocando algumas das minhas subscrições do Youtube em dia e encontrei um vídeo da Tita em que falava de um Book Bingo. Como há muito tempo que não participo num e tendo, espero, alguns meses para me dedicar a leituras mais leves, nem pensei duas vezes quanto a participar.

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Visto aqui, onde podem também encontrar mais informações sobre este desafio.


Este Book Bingo consiste em ler livros que se enquadrem nas diversas categorias de um cartão de 4x4, com o objetivo de fazer pelo menos uma linha na horizontal, vertical ou diagonal, entre 21 de junho e 22 de setembro.

Ao todo o cartão apresenta 16 categorias, das quais penso completar pelo 4, ou seja uma coluna. Vou tentar também aproveitar outros desafios a ocorrer durante este período (como o 24 in 48, nos dias 22 e 23 de julho, e o Bout of Books, entre 21 e 27 de agosto) para tentar encaixar mais algumas leituras se possível.

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Conto ler:

  • Livro vencedor de um prémio literário - The White Tiger de Aravind Adiga;
  • Livro de um autor lusófono - Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos;
  • Uma BD, Mangá ou Graphic Novel - Os Vampiros de Filipe Melo e Juan Cavia;
  • Um livro do/a teu/tua autor/a preferido/a - Crash de J.G. Ballard.

[Vi] "Mulher-Maravilha"

por Carla B., em 17.06.17

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Visto aqui


Já por aqui tenho dito que eu sou mais Marvel que DC mas tenho que me confessar surpreendida por ter gostado deste filme. Em relação a outros da DC parece ter uma atmosfera mais leve, ainda que não tenha rido com nenhuma das piadas ainda que sejam bem conseguidas.

Pouco ou nada conheço da personagem principal, mas gostei da sua inocência quanto ao mundo humano e da confiança em si mesma. As restantes personagens cumprem bem o seu propósito e o enredo entretém, ainda que tenha percebido quem era o Ares assim que o ator apareceu em cena e a Mulher-Maravilha pareça sofrer também do Síndroma Frozen, ainda que seja um pouco mais convincente do que o Peter Quill.

[Encontro] Cherie Priest

por Carla B., em 16.06.17

Infelizmente não consigo seguir o Twitter como há uns anos atrás mas há uma conta que sigo quase que religiosamente, a da escritora Cherie Priest.

Não, nunca li nada dela, apesar de os seus livros fazerem parte da minha (infindável) wishlist e apesar de ela ter tweets engraçados, também não se deve a eles o meu "seguimento". Nope. Então porque raio é que acompanho? Porque ela tem 2 gatas e dois canídeos que são as coisas mais fofas deste mundo! Começou por ter a Spain, ou eldercat; depois veio o Greyson, provavelmente o cão mais adorável do mundo; a Quinnie, uma gatinha que virou uma gata quase tão grande como os cães; e, por fim, a Lucy, provavelmente a mais doida de todo este bando!



Sim, é parvo mas já por aqui disse que na impossibilidade de ter animais de estimação, vou-me entretendo a ver os dos outros. Ao menos são coisas fofas, quem não gosta de olhar para fotos ou vídeos de gatos e cães?

[Acontecem] Aquele momento...

por Carla B., em 15.06.17

em que olho para o relógio e penso "ah espera, amanhã é sexta-feira e eu trabalho!"

Isto de trabalhar dia sim dia não dá cabo do sentido de tempo de uma pessoa.

[Acontecem] Planos que saem furados mas que se tornam nos melhores momentos

por Carla B., em 12.06.17

Este fim de semana foi exactamente o que precisava, depois de meses que passaram a voar e tanta coisa mudou. Mas não deixou de ter peripécias, que a meu ver até foi o que deu a este fim de semana um gostinho tão especial.

Começou com um belo almoço no sábado, em família, e um lanche que me matou a fome de caracóis. Partimos, eu e o mano, depois para a Feira do Livro com um objectivo bastante definido, assistir ao "Governo Sombra". Infelizmente pouco ou nada ouvia, o que sinceramente me deixou bastante desapontada com toda a logística por detrás daquilo, porque se é para gravar em directo, ao menos que as pessoas que estejam no local sejam capazes de ouvir. Para afogar as mágoas fui dar uma volta à feira, o que resultou nisto:


O itinerário, após a Feira, incluía jantar pela Baixa, num restaurante sugerido pelo mano, e depois tentar assistir a uma noite de Fado no Castelo, mas chegando a ambos os locais percebemos que não teríamos sorte.

Era tarde demais para outro tipo de planos, para além de que eu estava a ficar com fome, o que nunca augura nada de bom, pelo que demos por nós a jantar nos Armazéns do Chiado e depois, para desmoer, sentámo-nos num dos quiosques da Avenida da Liberdade a colocar a conversa em dia enquanto bebíamos uma caipirinha. Foi o melhor que podíamos ter feito e o que eu tanto precisava sem me dar conta!

São estes os pequenos momentos de que uma pessoa por vezes precisa. Não é necessário grandes planos, muitas vezes basta uma bebida e, sobretudo, uma boa companhia.