Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Coisas que...

[Desafiam] Book Bingo | Leituras ao Sol

por Carla B., em 18.06.17

Ando com um humor do caraças pelo que tenho andado a tentar distrair-me colocando algumas das minhas subscrições do Youtube em dia e encontrei um vídeo da Tita em que falava de um Book Bingo. Como há muito tempo que não participo num e tendo, espero, alguns meses para me dedicar a leituras mais leves, nem pensei duas vezes quanto a participar.

22997328._SX540_.jpg

Visto aqui, onde podem também encontrar mais informações sobre este desafio.


Este Book Bingo consiste em ler livros que se enquadrem nas diversas categorias de um cartão de 4x4, com o objetivo de fazer pelo menos uma linha na horizontal, vertical ou diagonal, entre 21 de junho e 22 de setembro.

Ao todo o cartão apresenta 16 categorias, das quais penso completar pelo 4, ou seja uma coluna. Vou tentar também aproveitar outros desafios a ocorrer durante este período (como o 24 in 48, nos dias 22 e 23 de julho, e o Bout of Books, entre 21 e 27 de agosto) para tentar encaixar mais algumas leituras se possível.

22997340._SY540_.jpg


Conto ler:

  • Livro vencedor de um prémio literário - The White Tiger de Aravind Adiga;
  • Livro de um autor lusófono - Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos;
  • Uma BD, Mangá ou Graphic Novel - Os Vampiros de Filipe Melo e Juan Cavia;
  • Um livro do/a teu/tua autor/a preferido/a - Crash de J.G. Ballard.

[Vi] "Mulher-Maravilha"

por Carla B., em 17.06.17

99896bba-a6d7-4e8d-84db-2562b0a74f58.jpg

Visto aqui


Já por aqui tenho dito que eu sou mais Marvel que DC mas tenho que me confessar surpreendida por ter gostado deste filme. Em relação a outros da DC parece ter uma atmosfera mais leve, ainda que não tenha rido com nenhuma das piadas ainda que sejam bem conseguidas.

Pouco ou nada conheço da personagem principal, mas gostei da sua inocência quanto ao mundo humano e da confiança em si mesma. As restantes personagens cumprem bem o seu propósito e o enredo entretém, ainda que tenha percebido quem era o Ares assim que o ator apareceu em cena e a Mulher-Maravilha pareça sofrer também do Síndroma Frozen, ainda que seja um pouco mais convincente do que o Peter Quill.

[Encontro] Cherie Priest

por Carla B., em 16.06.17

Infelizmente não consigo seguir o Twitter como há uns anos atrás mas há uma conta que sigo quase que religiosamente, a da escritora Cherie Priest.

Não, nunca li nada dela, apesar de os seus livros fazerem parte da minha (infindável) wishlist e apesar de ela ter tweets engraçados, também não se deve a eles o meu "seguimento". Nope. Então porque raio é que acompanho? Porque ela tem 2 gatas e dois canídeos que são as coisas mais fofas deste mundo! Começou por ter a Spain, ou eldercat; depois veio o Greyson, provavelmente o cão mais adorável do mundo; a Quinnie, uma gatinha que virou uma gata quase tão grande como os cães; e, por fim, a Lucy, provavelmente a mais doida de todo este bando!



Sim, é parvo mas já por aqui disse que na impossibilidade de ter animais de estimação, vou-me entretendo a ver os dos outros. Ao menos são coisas fofas, quem não gosta de olhar para fotos ou vídeos de gatos e cães?

[Acontecem] Aquele momento...

por Carla B., em 15.06.17

em que olho para o relógio e penso "ah espera, amanhã é sexta-feira e eu trabalho!"

Isto de trabalhar dia sim dia não dá cabo do sentido de tempo de uma pessoa.

[Acontecem] Planos que saem furados mas que se tornam nos melhores momentos

por Carla B., em 12.06.17

Este fim de semana foi exactamente o que precisava, depois de meses que passaram a voar e tanta coisa mudou. Mas não deixou de ter peripécias, que a meu ver até foi o que deu a este fim de semana um gostinho tão especial.

Começou com um belo almoço no sábado, em família, e um lanche que me matou a fome de caracóis. Partimos, eu e o mano, depois para a Feira do Livro com um objectivo bastante definido, assistir ao "Governo Sombra". Infelizmente pouco ou nada ouvia, o que sinceramente me deixou bastante desapontada com toda a logística por detrás daquilo, porque se é para gravar em directo, ao menos que as pessoas que estejam no local sejam capazes de ouvir. Para afogar as mágoas fui dar uma volta à feira, o que resultou nisto:


O itinerário, após a Feira, incluía jantar pela Baixa, num restaurante sugerido pelo mano, e depois tentar assistir a uma noite de Fado no Castelo, mas chegando a ambos os locais percebemos que não teríamos sorte.

Era tarde demais para outro tipo de planos, para além de que eu estava a ficar com fome, o que nunca augura nada de bom, pelo que demos por nós a jantar nos Armazéns do Chiado e depois, para desmoer, sentámo-nos num dos quiosques da Avenida da Liberdade a colocar a conversa em dia enquanto bebíamos uma caipirinha. Foi o melhor que podíamos ter feito e o que eu tanto precisava sem me dar conta!

São estes os pequenos momentos de que uma pessoa por vezes precisa. Não é necessário grandes planos, muitas vezes basta uma bebida e, sobretudo, uma boa companhia.

[Penso] Ora...

por Carla B., em 03.06.17

Acabaram-se as aulas, os trabalhos foram entregues e as apresentações orais foram feitas. Já só falta saber as notas mas acho que posso dizer que este semestre também já está.


Pensei que seria mais fácil que o primeiro, tendo em conta que o primeiro implicava regressar a uma realidade da qual estava afastada há uns 10 anos. Mas não, comparado com este o primeiro semestre parece que foi feito com uma perna às costas.


Nunca consegui entrar no ritmo, dei-me conta de quanto os sábados de manhã sem aulas eram produtivos e foram essenciais durante o primeiro semestre. Além disso, ver uma pessoa que amava ser diagnosticada com leucemia e perdê-la de forma tão repentina... fez-me mergulhar de cabeça nos trabalhos, embora nunca a 100%.

Pelo que pronto... estou à espera dos resultados. Acho que não vão ser tão bons como os do primeiro semestre mas ter conseguido fazer tudo parece já uma vitória.

[Encontro] Comics #9

por Carla B., em 26.05.17

Uma das últimas descobertas no Instagram e a leitura para descansar de outras. 

 

[Penso] Ainda sobre o "Harry Potter e a criança amaldiçoada" e a expansão de universos

por Carla B., em 03.05.17

Já faz uns meses que li a peça de teatro mas hoje tropecei neste vídeo na minha lista do Youtube para ver mais tarde (sim, estou uns valentes meses atrasada no que toca à visualização das minhas subscrições no Youtube e já muita coisa apaguei eu da lista).

 

A Rincey faz parte da equipa do Book Riot e é das poucas booktubers que sigo, pois não sou a maior fã deste meio de difusão, prefiro ler críticas. Nem todos os livros de que fala são do meu interesse mas revejo-me em algumas das suas opinões, como no caso presente. No entanto, o que me fez divulgar aqui o vídeo é a última parte, onde ela se debruça sobre a presente expansão de universos a que se assiste, tanto no meio editorial como cinematográfico.

 

 

Eu sou aquela pessoa que, se a J.K. Rowling publicar uma História de Hogwarts, irá comprar o livro mas muito sinceramente, não quero saber. Não me interessa ver o filme dos "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los ", ou lá como é a tradução, apesar de ter o livro em casa. Não tenho grande interesse em aprofundar a relação entre o Dumbledore e o Grindelwald. Na verdade, até fico parva por não participar assim tanto no site Pottermore como pensava que viria a acontecer. Para mim acabou, aquela história chegou ao fim. Estes acrescentos pouco mais trazem e como a Rincey, muito provavelmente até virei a ler conforme me interessar.

 

Mas dá que pensar. Sobretudo quando vemos, tal como ela menciona, o James Bond ou, como aconteceu no ano passado ou há dois, "ressuscitam" o Poirot ou continuam uma série após a morte do autor. Entendo no caso do Robert Jordan e do Brandon Sanderson, o último já vinha a trabalhar na série Wheel of Time, e do Christopher Tolkien que edita e publica escritos do pai. Mas contratar alguém como fizeram para o último livro do Poirot, pensar que alguém pode pegar numa personagem de um autor que faleceu e criar assim uma obra... Acho que revela alguma desinspiração.

 

Sim, eu já li livros baseados nas personagens da Jane Austen e até livros da Jane Austen onde foram adicionados zombies, mas nunca foram das leituras mais memoráveis, de facto nunca chegaram perto do original, pelo/a escritor/a original. Sou das maiores consumidoras dos recontares de mitos e tal, mas não posso deixar de ficar algo inquieta quando vejo este tipo de situação. E como há autores que podiam perfeitamente ter o seu nome publicado de forma independente daqueles escritores que vieram antes e tanto impacto tiveram na cultura ocidental, escrevendo e desenvolvendo histórias suas e personagens seus.

 

Espero não dar a ideia de que não aprovo estes escritos. Acho que fanfiction é saudável, uma forma perfeitamente legítima de interagir com as personagens que tanto dizem a leitores, mas o facto de ver este tipo de leituras publicadas, ainda por cima de forma quase que "sancionada" (faltando melhor termo) deixa-me tão desanimada como a aparente falta de criatividade no cinema, que leva à mesma situação.

[Visito] Os bastidores...

por Carla B., em 02.05.17

Tive a sorte de crescer e de vir a trabalhar em museus, de os conhecer por dentro e por isso saber que um museu é muito mais do que as exposições que mostra. E se soubessem o que muitos não mostram, seja por falta de espaço, necessidades de conservação, relevância histórica ou artística... são tantos os bens culturais em reserva! E são estes os espaços que me fascinam. E continuam a fascinar.

 

Hoje tive a oportunidade de visitar mais um destes espaços e, como sempre, fiquei maravilhada. Inevitavelmente, imagino-me a trabalhar naqueles locais, a mexer naqueles objetos, a tentar perceber o que me têm a dizer. Sim, porque os objetos falam. Os que hoje visitei contam a história de conquistas coletivas, de alegrias para muitos e até de tristezas para os mesmos.

  

 

Visita às reservas do Museu. Acho que seria feliz a trabalhar aqui #museumstudies

Uma publicação partilhada por Carla B. (@whitelady3) a

[Vi] "Guardiões da Galáxia Vol. 2"

por Carla B., em 30.04.17

209322-guardians-of-the-galaxy-vol-2-0-460-0-690-crop.jpg

Imagem daqui.

 

Eis algo de que não estava à espera, de chorar com o segundo filme de "Guardiões da Galáxia". E de facto, durante a maior parte do filme fartei-me foi de rir. As piadas estão muito bem conseguidas, o timing é perfeito, e o Drax (Dave Bautista) tem tiradas fenomenais. Ele e o Baby Groot foram o que mais gostei no filme! Mas o final partiu-me o coração, que já de si estava partido, pois toda a atmosfera está muito próxima de algo que vivi muito recentemente.

 

Parece-me um filme bem conseguido, ainda que a início a história pareça algo inconsequente e sofra do que eu agora chamo de Síndroma Frozen, onde uma personagem descobre o amor e de repente sabe dominar TODOS os seus poderes. Tem algumas aparições que eu NÃO ESTAVA DE TODO À ESPERA e foram brilhantes! Responde a algumas questões, coloca outras, há sequências e revelações que se adivinham à distância... enfim, nada que não seja hábito num filme da Marvel.

 

Em conversa com o meu irmão percebi de facto como por vezes procuramos coisas diferentes nos mesmos filmes. Ele é mais DC, atmosfera mais dramática, temas mais densos, e eu sou mais Marvel, fogo de artifício, situações over the top e cenas hilariantes. Não quer dizer que não goste de coisas mais sérias, porque gosto, mas também gosto de entretenimento que não me faça pensar muito e me deslumbre. Ao ver um dos trailers que passaram antes do filme, o do "King Arthur: Legend of the Sword" do Guy Ritchie, percebi o quanto por vezes não me interessa que não tenham rigor histórico, histórias dramáticas e sei lá que mais. Há filmes que são apenas mindless fun e por vezes são exactamente o que eu procuro e adoro.

 

"Guardiões da Galáxia Vol. 2" é um exemplo de tal, mesmo comigo a chorar como uma Maria Madalena no final.